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No Other Choice – Crítica Filme

by Maria João Soares

Park Chan-wook regressa com No Other Choice para explorar tensões no mundo do trabalho contemporâneo, com uma narrativa sombria mas pincelada de humor. E se não houvesse concorrência nenhuma para o emprego que alguém tanto deseja?

Em No Other Choice, Man-su é despedido do emprego que manteve por 25 anos numa fábrica de papel, encontrando-se agora na penosa jornada que é a procura de emprego…e como ele estão outros candidatos. Na face do desespero, a personagem principal começa a alimentar uma ideia perturbadora…e se a concorrência para o seu emprego simplesmente desaparecesse?

© NEON

Man-su vivia uma vida tranquila, ao lado da sua família – mulher, dois filhos e dois cães – até ao momento do seu despedimento. Apesar de estar inicialmente confiante de que iria encontrar um novo emprego em apenas 3 meses, a realidade revela-se antipática para com ele e, após, mais de um ano em entrevistas falhadas, o risco de perder a casa e o ter de apertar o seu estilo de vida torna-se inevitável. Perante este desespero, Man-su encontra uma solução extrema – eliminar a concorrência.

Com uma pitada de humor que acaba por suavizar os elementos de thriller do filme, o realizador afasta-se de um possível rumo de suspense e seriedade que a narrativa poderia seguir. O uso do humor protege também o espectador de um possível desconforto com a premissa e a maneira como a historia nos é apresentada convida o espectador a observar as ações de Man-su, ao invés de o julgar.

© NEON

A direcção de Park Chan-wook é, sem surpresas, elegante e precisa, e a atuação de Lee Byung- Hun destaca-se como uma das performances mais notáveis de 2025, equilibrando a tragédia e a comédia de uma forma natural e credível.

No entanto, senti que o filme acaba por se prolongar demasiado, com um ritmo irregular que não ajuda a narrativa, tornando-se cansativo em momentos. Não me causou inquietude as ações de Man-su, pelo contrario até, tendo-me divertido durante o decorrer do filme.

No fundo, No Other Choice parte de uma premissa algo deprimente e confronta-nos com uma realidade atual inquietante: no mundo contemporâneo, o emprego assume-se quase como uma identidade, algo crucial para o ser humano, uma necessidade imperativa para a existência humana.

7.5/10

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