Home FilmesStreamingCríticas de FilmesDa A24 para o VOD – Opus e Death of a Unicorn

Da A24 para o VOD – Opus e Death of a Unicorn

by Pedro Serralheiro

Os filmes da A24 têm por hábito chegar às salas de cinema portuguesas, mas este ano houve duas produções, “Opus” e “Death of a Unicorn” que por terem uma receção crítica e comercial menos calorosa nos EUA, acabaram por estrear em streaming no mercado europeu, como é o caso de Portugal.

© A24

OPUS

Um filme com Ayo Edebiri e John Malkovich está “condenado” a ser pelo menos umas horas bem passadas. Ambos são excelentes atores e muito carismáticos, nesse aspeto, o filme não desiludiu! Diria até que, tendo em conta as minhas expectativas, o filme surpreendeu-me imenso.

“Opus” funciona como uma mistura entre “The Menu”, “Midsommar” e “Blink Twice”, apesar de não atingir a qualidade desses, consegue tirar um pouco positivo de ambos. A exploração da cultura de idolatrar celebridades não é nova, mas aqui está explícita de forma pertinente. Sinto que gostaria de algumas coisas mais bem explicadas, outras deixadas mais em aberto, e isso teria contribuído para deixar um espaço maior para reflexão.

© A24

É também sempre ingrato, filmes de o género saírem após tantos semelhantes terem tido sucesso, as comparações serão inevitáveis, e como se costuma dizer: “comparações roubam felicidade”.

“Opus” é bem-sucedido, mas carregará sempre a cruz de ter vindo após melhores versões extremamente idênticas terem saído e que, na minha visão, funcionam de forma mais eficaz.

Disponível em video on demand (aluguer e compra) | Realização: Mark Anthony Green | Elenco: Ayo Edebiri, John Malkovich, Juliette Lewis, Murray Bartlett, Tony Hale

© A24

DEATH OF A UNICORN

“Death of a Unicorn” trazia consigo a fama de ser uma produção A24, com grandes nomes como Jenna Ortega, Paul Rudd, Richard E. Grant e Will Poulter. Entrei entusiasmado, mas também receoso, já com ecos de divisões vindos da estreia internacional.

O filme é tudo o que poderíamos imaginar, simples, não inova em quase nada, mas diverte-se a executar as ideias. Apesar de a narrativa não me ter conquistado completamente e haver problemas de ritmo, os atores estão a dar o seu melhor, o Will Poulter é o destaque para mim, e quase todos os seus diálogos fizeram-me rir.

© A24

Para mim, o problema está no facto de que o filme tenta ser sério demais, todo o conceito do filme deveria dar origem a uma execução estapafúrdia, divertida e exagerada, mas está demasiado amarrado a uma seriedade que não consegue ter e acaba por ficar a meio caminho. É sério demais para a proposta de filme que tem e demasiado disparatado para ser levado a sério.

“Death of a Unicorn” é um filme que tem momentos de diversão, mas que não os sabe aproveitar ao máximo e não atinge o seu verdadeiro potencial.

Disponível em video on demand (aluguer ou compra) | Realização: Alex Scharfman | Elenco: Paul Rudd, Jenna Ortega, Téa Leoni, Will Poulter, Richard E. Grant, Anthony Carrigan

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