“The Strangers: Chapter 2” é a continuação direta do primeiro filme, que começa exatamente onde o anterior capítulo terminou.
Maya (Madelaine Petsch) está no hospital depois do seu combate sangrento com os “Strangers”, e apercebe-se de que tudo o que viveu foi real, incluindo a morte dos seus amigos e especialmente do seu namorado Ryan.
Numa conversa entre dois polícias (que apenas são polícias de ocasião e não têm qualquer tipo de relevância para o resto da história), revelam para uma empregada numa cafetaria que a rapariga do casal “morto” do último filme (referindo-se ao Ryan e a Maya) estão vivos. Isto faz despertar uma curiosidade e surpresa nos restantes figurantes do cenário, dando indicar ao espectador que algum deles pode ser um dos próprios “Strangers”, quase como uma grande metáfora de que todos os desconhecidos
são suspeitos. No entanto, spoiler alert, essa metáfora não vai a lado nenhum porque o filme não dá continuidade a isso.

O filme, mais do mesmo que se mostrou no filme passado, não consegue sair do estado vegetativo que foi implantado pelo seu antecessor, onde o decorrer do enredo é parado sem muitos saltos temporais. Quase que dava para fazer um filme só de “one-shot”. Existem apenas saltos temporais quando a personagem adormece, no entanto, acaba sempre por acordar a meio da noite que nem o próprio espectador consegue ter descanso do que está a ver.
É uma grande corrida da Maya, onde apenas acompanhamos a sua sobrevivência e o início do que parece ser um estado mental muito precário, o que até posso dizer é uma surpresa o filme ter abordado este elemento, visto ser algo que normalmente os filmes de terror escolhem ignorar. Aí eu posso dar créditos ao realizador Renny Harlin, que apesar de parecer querer construir um universo coeso onde todos os filmes vão tendo conexões diretas, a narrativa e as escolhas estúpidas dos personagens típicos de filmes de terror abarrotam com qualquer tipo de iniciativa única.

Todos sabemos que o personagem principal não morre neste tipo de filmes, apenas assiste a tudo ao seu redor virar uma grande e intensa poça de sangue. O filme felizmente não tenta esconder isso, apesar de tudo ao seu redor efetivamente virar uma grande e intensa poça de sangue, os guionistas não a colocam num estado de “perigo mortal” porque sabemos que aquilo não irá colocar. Apesar de achar este filme um bocadinho superior ao primeiro, acaba por falhar muito em incoerências narrativas, e falta de empatia com os personagens.
É um filme muito insonso, que apresenta planos estranhos e com um cenário pouco interessante. Apesar da componente técnica por vezes chamar à atenção como a banda sonora, é apenas mais um clichê do que esperamos de um filme de terror.
