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The Smashing Machine – Crítica Filme

by Miguel Revel

Dwayne Johnson demonstra em “The Smashing Machine” que pode ir mais longe no tipo de papéis a que é convidado a interpretar.

Apesar de ser associado a blockbusters de ação em que não importa a personagem mas sim a persona do The Rock, Dwayne Johnson tem ao longo dos anos demonstrado vontade de ir mais além se lhe derem o papel certo.

O maior exemplo é “Pain & Gain”, de Michael Bay, um filme baseado em factos verídicos, com menos explosões e mais assente na realidade, em que Johnson interpreta um culturista preso num esquema de extorsão. À medida que o filme fica mais sério e a sua personagem vira-se para a religião em busca de redenção, vemos uma nova faceta do ator.

© A24

Em “The Smashing Machine”, Dwayne Johnson aposta a 100% nesse lado mais emocional, nesta história verídica do lutador de artes marciais mistas Mark Kerr, em que vemos o homem mais frágil por baixo dos músculos. Entre contusões, ossos partidos, um casamento complicado e a vontade de chegar mais longe, The Rock desaparece na personagem, transformando-se totalmente em Mark Kerr.

Algo que também é ajudado pelo trabalho excecional de maquilhagem e caracterização feito pela equipa de Kazu Hiro (vencedor de 2 Óscares por Bombshell e The Darkest Hour), Glen P. Griffin (MIB: Men in Black) e Björn Rehbein (August Osage County), justamente nomeados aos Óscares por este filme.

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O problema de “The Smashing Machine” não está nos atores, dos quais também se destacam Emily Blunt e Ryan Bader, mas sim no argumento e na montagem, pois apesar de ser baseado numa história verídica, faltam elementos que dêem mais dinâmica e suportem a duração do filme de 2 horas.

Benny Safdie estreia-se na realização a solo, depois de co-realizar com o irmão Josh Safdie grandes thrillers como “Good Time” e “Uncut Gems”. Mas enquanto Josh também a solo dedicou-se a uma história de ritmo mais frenético com “Marty Supreme”, Benny apresenta-nos um drama com algumas cenas fortes mas cuja história precisava de algo maior. E não é por falta de momentos interessantes na vida de Mark Kerr, é só pela forma como alguns desses momentos são trabalhados, que acabam por ficar diluídos no todo, em vez de culminarem em algo maior.

© A24
7/10

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