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Marty Supreme – Crítica Filme

by Beatriz Silva

Timothée Chalamet tem estado nas bocas do mundo devido à sua representação em Marty Supreme, mas também por todo o marketing. É um dos favoritos a estar nomeado (e a vencer) a estatueta como Melhor Ator nos Óscares.

As minhas expetativas para este filme eram altas e, mesmo assim, conseguiu surpreender-me por me levar por caminhos que não estava de todo à espera. Mas desengana-te se achas que Marty Supreme é um filme sobre desporto, mais especificamente sobre ténis de mesa/ping pong. É muito mais que isso.

É sobre sonhar em grande, é sobre confiar que somos capazes de alcançar esse mesmo sonho custe o que custar e a solidão que fica porque ninguém acredita. Mas também é sobre todo o lado negativo disso: o egoísmo, a arrogância e a reflexão de até que ponto vale tudo?

Credit: Courtesy of A24

E Timothée entrega-nos tudo isso muito bem com a sua representação. Ele desaparece completamente na personagem, tal é o empenho que deposita na mesma. Às vezes parece que estamos a ver o Marty Reisman (embora este filme tenha sido livremente inspirado na vida dele) e não o Timothée. A maneira como ele fala, a maneira como ele reage, as atitudes, a maneira como joga ping pong, ele entrega-se de corpo e alma a este papel. Foram 9 anos a aprender ping pong para conseguir dar-nos a sensação de que não estamos a ver algo 100% ensaiado mas sim um jogo a sério, em que ficamos a torcer por ele.

Uma coisa é inegável: Timothée merece o Óscar por toda a dedicação neste filme. E tal como Marty, ele tem um objetivo e quer alcançá-lo.

Mas embora o Timothée brilhe neste filme, também temos duas personagens que valem a pena destacar: a Rachel e a Kay, que ajudam aqui a complementar a história do Marty. A Rachel (Odessa A’zion) é amiga de infância de Marty mas também a pessoa com quem ele se envolve em segredo e é a pessoa que mais sofre com o egoísmo e falta de responsabilidade para todos os assuntos da sua vida (menos o ténis de mesa) mas também a que mais o apoia, independentemente de tudo.

Credit: Courtesy of A24

A Kay (Gwyneth Paltrow) representa o “sucesso”. Uma atriz outrora bem sucedida, uma celebridade, que ele tem como objetivo conquistar, nem que seja para provar a si mesmo que consegue. A relação deles é puramente um escape mas muito acontece com eles que vão trazer o lado mais malicioso de Marty.

E há uma coisa que é certa: não vais conseguir tirar os olhos do ecrã. O filme é frenético, há sempre coisas a acontecer e se tiras os olhos durante 1 segundo, já perdeste algo. Apesar disso, o filme nunca te deixa completamente perdido no que está a acontecer. Mas este ritmo só resulta devido a uma fantástica realização e edição de Josh Safdie e pela banda sonora marcante de Daniel Lopatin, que nos envolve e faz-nos sentir que estamos no filme também, até porque o filme é uma viagem de emoções. Tanto vemos momentos dramáticos, como momentos em que Marty se vê metido em problemas, como momentos de adrenalina quando está a jogar ping pong, mas acima de tudo, há muita loucura (no bom sentido).

O filme já esteve nomeado para 8 Critics Choice Awards e 3 Golden Globes. Em ambos, Timothée foi considerado o Melhor Ator. A estreia está marcada para dia 22 de janeiro, o mesmo dia em que saem as nomeações dos Óscares. Resta saber quantas nomeações conquista Marty Supreme!

Independentemente das nomeações, este é um filme para verem no cinema!

9/10

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