Daredevil: Born Again regressa à Disney+ com uma segunda temporada que consegue ser mais (in)tensa que a primeira!
Depois da primeira temporada me ter surpreendido muito e ter-me dado esperanças para o futuro desta série, esta segunda temporada já foi mais próxima do que as temporadas originais foram para os fãs.
É um facto que nesta nova temporada muita coisa acontece. A revolução está a crescer, encabeçada pela Karen Page (que vimos o seu regresso no final da primeira temporada) e Daredevil. Mas por outro lado, o apoio ao Presidente Wilson Fisk (ou Kingpin) também está a crescer cada vez mais, no que toca ao público e é assim que vai dominando a cidade, gerando medo e cumprindo com o que promete.

Não me canso de elogiar o Vincent D’Onofrio neste papel de Kingpin. Já o elogiava antes e ele está cada vez mais incrível, um dos melhores vilões da Marvel atualmente, se não mesmo o melhor, arrisco-me a dizer. A personagem dele tem tido um bom desenvolvimento (depois da porcaria que fizeram em Echo) e eu fico extasiada quando ele aparece no ecrã.
Apesar da série sobre o Daredevil (Charlie Cox), sinto que cada vez mais está a perder o foco, que já não é tão o protagonista como já foi porque na verdade, já não é só ele a lutar sozinho para melhorar a cidade. Mas ele acaba por ter uma dualidade porque ao não querer fazer de Fisk um mártir, acaba por meter em cheque a relação e o sentimento de vingança dos mais próximos a ele e mesmo das pessoas da revolução. Quanto ao Matt Murdock, já é praticamente inexistente.
O que mais gostei foram realmente todas essas as personagens secundárias à volta do enredo, todos os que fazem parte da revolução que aparecem mais e que tentam ajudar os vigilantes, mas também os principais rivais da revolução (nomeadamente os que estão ao lado ou contra o Fisk). Sejam elas o Bullseye, o Buck, a Heather, a BB, ou o Daniel, todos eles conseguem brilhar mais nesta temporada, muito por causa das narrativas dos mesmos, dá vontade ao espetador de acompanhar, de saber mais e há pano para mangas nesta revolução com estas personagens e com as linhas que se cruzam.

Claro que a série de Daredevil tem de ter sempre uma boa dose de luta e gosto que a série está cada vez a arriscar num tom mais dark, mais violento, como já nos tínhamos habituado antes da passagem para a Netflix. Todas as coreografias de luta são muito bem feitas, ao ponto de sofrermos com cada golpe dado.
Não me quero aprofundar muito mais porque não quero dar spoilers mas há episódios bem intensos e muito emocionais. Só por isso, já vale a pena darem o play nesta segunda temporada que vai agarrar-vos do início ao fim!
