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Top 10 de músicas da saga James Bond

by The Golden Take

25 filmes oficiais com bandas sonoras inesquecíveis para os fãs da saga de 007. No The Golden Take também somos fãs de James Bond e, com o filme ainda a encher as salas de cinema portuguesas após três semanas da sua estreia, escolhemos o nosso top 10 de melhores músicas! 

10- Tomorrow Never Dies – Sheryl Crow

Depois do sucesso estrondoso de Goldeneye, a saga de James Bond volta a ter relevância em plena década de 90. Assim, o filme seguinte, Tomorrow Never Dies, suscitou grande interesse em todos os aspetos e claro que um deles foi o tema original do filme.

Com tanta popularidade em torno da saga e do filme seguinte, os produtores Barbara Broccoli e Michael G. Wilson decidiram recorrer a uma nova fórmula para escolher a música principal do filme e abriram um concurso informal a quem quisesse enviar um tema com o nome Tomorrow Never Dies. A única regra era não divulgar publicamente o nome do tema, porque ainda não havia divulgação oficial dos estúdios.

Claro que a oferta superou todas as expetativas! Os produtores receberam mais de trezentas músicas e há rumores que indicam que não ouviram todas…

No final, a escolha ficou resumida a K. D. Lang (a favorita de Barbara), Duran Duran (que queriam voltar a ter um tema Bond para revitalizar a sua carreira), Pulp, Swan Lee, Saint Etienne, The Cardigans e Sheryl Crow.

(Se tiverem curiosidade, basta procurar Tomorrow Never Dies com o nome destas bandas/artistas no Youtube e encontram os temas propostos)

K.D. Lang acabou por ser revelada a escolhida e Sheryl Crow passava então para os créditos finais. Mas ao verem o videoclip de Sheryl, os produtores ficaram estupefactos com a transformação da outrora cantora country e, verdade seja dita, este tema foi o ponto de viragem da carreira da artista e que de certa forma a transformou numa estrela global.

Assim, o tema de K. D. Lang viu o seu nome alterado para Surrender, sem as letras sofrerem alterações e a mesma seria utilizada nos créditos finais. 

Tomorrow Never Dies foi nomeada a todos os prémios cinematográficos mas perdeu-os todos para Céline Dion com My Heart Will Go On de Titanic.

9 – Nobody Does It Better – Carly Simon 

Marvin Hamlisch e Carole Bayer Sager escreveram este tema mas nunca pensaram que chegaria ao repertório do agente secreto mais famoso do mundo em The Spy Who Loved Me. Ao contrário de todas as canções anteriores de Bond, esta não tem o nome do filme, e o título nem sequer é mencionado no refrão, a única menção ao filme vem no primeiro verso: “Like heaven above me, the spy who loved me is keepin’ all my secrets safe tonight. “

Hamlisch e Bayer Sager eram produtores de música de sucesso e foi o seu amigo, também produtor, Richard Perry quem convenceu-os (após ouvir o tema) a enviar para o produtor responsável pela saga de James Bond, Cubby Broccoli, que por sua vez adorou. Broccoli aprovou a música mas disse que esta precisava de ser retrabalhada para ter elementos que caracterizam os temas da saga. Nessa revisão da música é que o título do filme surge na letra.

Faltava apenas encontrar a voz e aí a escolha foi Carly Simon, isto porque na noite em que a música foi enviada para apreciação, Hamlisch e Sager tinham combinado um jantar com o também produtor Richard Perry e estes mostraram o tema…Perry ficou fascinado!

Horas antes do jantar os dois produtores ofereceram o tema a Dusty Springfield, mas a cantora soul recusou a oportunidade devido à  sua luta contra o vício e contava também com vários problemas de saúde mental.

Perry tinha produzido os últimos três álbuns de Carly e estavam a ter dificuldades em encontrar um tema que fosse um hit de sucesso.

Nessa mesma noite Perry convenceu Carly a sair da cama para ir aos estúdios ouvir a música e ela adorou!

Nobody does it better é um dos poucos temas de Bond a chegar às posições cimeiras dos tops dos dois lados do Atlântico, só há duas músicas da saga foram número 2 do top americano e uma número 1.  Esta é uma das duas que ficou em segundo!

Nobody does it better era também o tema favorito de Roger Moore de toda a saga!

8 – Another Way to Die – Alicia Keys e Jack White

Este é um tema que teve uma origem conturbada, originalmente a produção contactou Duffy e Leona Lewis para produzir o tema, ambas recusaram devido a problemas de agenda. Então a próxima escolha foi Amy Winehouse que aceitou prontamente a oportunidade.

Amy contactou então o produtor Mark Ronson e ambos começaram a produzir o tema.

Após vários meses de produção, Amy constata que os produtores executivos da saga estavam constantemente a monitorizar  todos os seus processos, muito devido aos seus excessos e intervenham mesmo no processo criativo do tema. Saturada, Amy abandona o projecto…

Com pouco tempo para compor o tema, é então convidado Jack White dos extintos White Stripes. Jack é um músico completo, capaz de produzir e escrever temas em tempo recorde e foi isso que lhe foi pedido. Em contrapartida Jack exigiu que ninguém interviesse criativamente no tema e prometeu que tinha em conta que era um tema Bond.

Jack pode assim realizar o seu sonho de trabalhar com Alicia Keys que prontamente aceitou o convite de Jack.

Este é o único dueto na história de temas de 007.

Alicia diz ter ficado grata a Jack e que adorou todo o processo criativo, que tornou um “tema misterioso, inspirado, forte e sexy onde há uma simbiose perfeita entre Soul e Rock”

Jack afirmou em várias entrevistas que todos os acordes de guitarra foram improvisos que tentavam acompanhar a voz de Alicia!

David Arnold, compositor de Quantum of Solace, explicou ao London Times que Jack White apenas pediu partes fundamentais do guião para escrever a letra, após a leitura devolvia-o e fechava-se no estúdio sozinho!

7- Sam Smith – Writing’s on the Wall

Foram precisos 50 anos para um artista a solo inglês voltar a interpretar o tema principal de um filme do agente secreto mais famoso do mundo!

Antes de Sam Smith é preciso recuar até 1965, onde Tom Jones interpreta “Thunderball” para o filme com o mesmo nome, Chris Cornell interpretou o tema de Casino Royal em 2006 mas é americano. 

Writing ‘s on the Wall foi um estrondoso sucesso na Europa, já nos Estados Unidos a estreia ficou aquém das expectativas, onde o máximo que atingiu foi a 17ª posição no top Billboard.

Para compor a música, Sam contou com o seu colaborador Jimmy Napes, visto que todos os temas de sucesso do cantor tiveram a colaboração deste.

Em janeiro de 2015, Sam foi convidado formalmente por Sam Mendes e Barbara Broccoli para ir aos estúdios onde estava a ser filmado Spectre. Foi dado ao cantor o guião do filme, onde geralmente este tira as bases para a sua letra. O entusiasmo do cantor era tanto após ler o guião que este escreveu o tema em apenas 20 minutos, e assim sem sequer sair dos estúdios, os alicerces para o tema estavam feitos! 

“Writing ‘s on the Wall” é uma expressão que faz referência a um acontecimento que antecede um desastre. A ideia vem do livro de Daniel, capítulo 5, do Velho Testamento, onde o rei Belsazar é informado da destruição do Império Babilônico por meio da escrita de um homem na parede do palácio.

 Sam Mendes interveio na parte criativa porque a demo inicial do tema era demasiado suave, contudo Sam Smith explicou que a sua ideia era dar um toque mais vulnerável do que o normal a Bond e é algo que reflete também nas suas próprias músicas.

Sam Mendes concordou com a explicação, mas disse a Smith para alterar a letra de um ponto que mostrasse a vulnerabilidade, mas sem nunca se sentir derrotado. O cantor aceitou o reparo e ainda hoje agradece por isso.

Writing ‘s on the Wall arrebatou o Oscar e o Golden Globe.

6- Goldfinger – Shirley Bassey

Shirley Bassey é a única artista que se pode gabar de ter interpretado três temas de 007 e Goldfinger é o mais prolífico da sua autoria!

Para além de Goldfinger, os outros filmes onde presta o seu serviço são Diamonds Are Forever e Moonraker.

Os produtores do filme Goldfinger sabiam que tinham algo especial e realmente foi o filme que estabeleceu 007 como personagem lendária… mas queriam uma música a acompanhar e queriam sobretudo que o tema fosse sobre o icónico vilão do filme.

John Barry, responsável pelas  músicas de Shirley e ao mesmo tempo era o seu manager e responsável pelas tours da artista, recebeu um envelope da MGM com a sigla confidencial no seu exterior.

Dentro deste vinha o convite para Shirley compor a música de Bond, as características do vilão e um trecho da parte instrumental. Na noite em que recebeu, John estava de tal maneira entusiasmado que não dormiu nada para compor a letra e a instrumentação… Ao pequeno almoço, este mostrou-a ao seu companheiro de quarto, Michael Caine… mas este após ouvir, disse que a música era muito semelhante a um hit da altura chamado “Moon River”. Barry muda apenas três notas para omitir as semelhanças.

Quem não achou muita piada a este método foi o produtor do filme, Harry Saltzman, que fez tudo para que a melodia nunca fosse aprovada. Mas havia algo que John Barry não sabia e que atormentava Harry, é que já não restava espaço para  para convidar mais ninguém pois estava tudo contado ao segundo para a estreia  do filme e não havia hipóteses para um plano B. Saltzman disse mesmo à produção que era “a pior música que ele já ouviu na sua vida”, mas como não havia tempo para mudá-la, ele teve que conviver com ela.

Quando Barry compôs a música tinha o intuito de usar a sua parte instrumental  em momentos chave do filme e não só no início como tema principal, isso é notório por exemplo na parte de Goldfinger no Fort Knox. O objectivo era aumentar a realidade do tema e torná-lo marcante como o filme em sí. Ou seja, a sonoridade do tema principal estava presente ao longo do filme de maneira que nós espectadores sabermos qual é sem sequer ver o título deste. Este método foi bastante elogiado e foi adoptado pela saga. Para terem uma ideia do sucesso, Bary ficou responsável pela sua concepção até 1987!

Shirley Bassey confessa que Goldfinger é a música mais difícil de cantar do seu reportório uma vez que está em constante esforço, mas sabe que é a que lhe mudou a vida.

Já o tema em si teve o condão de definir a saga e dado importância que hoje conhecemos das músicas principais dos filmes desta. Goldfinger é o filme que “escreveu” como um filme de Bond tem que ser e tem que ter.

5 – You Know My Name – Chris Cornell

You Know My Name é uma ruptura com o passado em consonância com o filme a que se destina. 

Em 2006 chegava Daniel Craig como 007, que em poucos minutos mostrou o porquê de ter sido o escolhido, marcando uma autêntica revolução na saga. A acompanhar essa revolução a música de Chris Cornell, um tema de rock puro mas mesmo assim com as tradicionais características de um tema Bond.

Chris disse que houve três inspirações para a letra da música, Thunderball de Tom Jones, Live and Let Die dos the wings e o próprio guião do filme. É possível perceber em partes da letra:

“The Odds will Betray you” – Odds de um jogo de cartas que parece perdido mas não está

“When the storm arrives, would you be seen with me?” – Referência à lealdade de Vesper

“Try to hide your hand” – referencia a poker

Life is gone with just a spin of the wheel” – referencia a roleta 

Incrivelmente a música não saiu no álbum da banda sonora, saiu sim no álbum de Chris Cornell um ano depois em 2007. Isto aconteceu devido ao facto da música não encaixar  em termos estilísticos com as restantes.

Em relação ao facto da música não ter o título do filme, Chris referiu que era simples colocá-lo na letra, mas iria quebrar o ritmo e sobretudo iria catalogar o tema como se fosse só de Bond. Assim, desprovido de qualquer associação a música ganhou mais espaço para atingir outros patamares para além de fãs da saga. 

4- View To A Kill – Duran Duran

Há uma coisa que ninguém tira a View To a Kill, é o único tema de Bond que conquistou o top Americano e o top europeu, nem sequer Skyfall de Adele conseguiu tal feito!

Tudo começou numa festa extravagante em Los Angeles, nela estavam presentes John Taylor (baixista dos Duran Duran) e o produtor de longa data de 007, Albert R. ‘Cubby’ Broccoli. Já com algum (muito) álcool à mistura, John aborda Broccoli dizendo que é o maior fã de Bond e que sabia tudo sobre a personagem, ao ponto de colecionar tudo desta e estando na iminência de comprar um Aston Martin. A festa já estava longa e os dois embriagados, é aí que John solta a “bomba” dizendo a Broccoli que o único problema dos filmes são as músicas medíocres e que este fazia uma bem mais apetecível. 

O produtor parou e disse: Vou pensar nisso amanhã quando estiver sóbrio…John pensou que era brincadeira, mas passado uma semana o telefone tocou!

John tinha agora um problema entre mãos, os Duran Duran tinham começado uma longa pausa para os membros dedicarem-se a outros projectos. A sorte é que todos sabiam o quão importante era para John e assim decidiram-se juntar por uma última vez na década de 80, simplesmente para compor a música de Bond.

Os Duran Duran gravaram o vídeo  no mesmo dia que as gravações do filme estavam a decorrer na torre Eiffel, aproveitando o facto que os estúdios tinham requisitado o monumento por um dia e assim saiu bastante barato toda a produção.

View To A Kill é uma das poucas músicas do repertório Bond que consegue ter popularidade superior ao filme e que não utiliza nenhum elemento característico das músicas  da saga. 

3 – Skyfall – Adele

5 de outubro de 2012 (50 aniversário do James Bond Day) às 0:07 , através do seu site, Adele partilhava com o mundo um dos temas mais profundos e emblemáticos de 007!

Adele confessou que escrever e interpretar o tema de 007 era um sonho de criança, mas vinha numa altura em que a cantora procurava fugir do mediatismo. Foi o seu produtor de longa data, Paul Epworth, que a convenceu, referindo que era uma oportunidade única.

Para a artista, após ler o guião do filme, produzir a música foi bastante natural e orgânico, em contraponto, o facto de ter de apresentar a letra, alterações a esta e todo o processo criativo em reuniões de Briefing foi uma novidade… Adele não era adepta deste sistema, mas é uma cláusula presente nos contratos com os artistas.

Epworth em entrevista à BBC diz que geralmente as músicas de 007 enveredam por dois caminhos, ou o romântico ou a própria narrativa do filme. Skyfall, segundo ele, vai pela narrativa do filme, mas fica tão profundo que acaba por tornar-se romântico.

Ao contrário dos temas anteriores da era Craig, Skyfall volta a ter o nome do título do filme e volta ao arranjo musical típico bond mas com várias camadas de drama, como se fosse um exercício introspectivo da própria personagem e aqui mostra-nos que esta era de filmes quer “ensinar-nos”quem é Bond e não uma simples aventura esporádica.

Esta profundidade, segundo a produtora de 007 Barbara Broccoli, deve-se ao facto de Adele ter lido e relido o guião do filme vezes sem conta… O que fez os estúdios desconfiarem de uma possível fuga de informação, mas final a cantora mostrou que queria apenas um tema à altura do excelente filme.

Daniel Craig confessou que quando ouviu o tema pela primeira vez chorou de emoção!

O único vídeo oficial da música não conta com nenhuma imagem da cantora devido ao facto de estar grávida de 9 meses na altura, além disso, Adele só cantou o tema ao vivo na cerimónia dos Oscars em fevereiro de 2013, onde conseguiu fazer algo que ninguém tinha conseguido até então na saga de 007… Ganhar o Oscar de melhor tema original.

2 – Live and Let Die – Paul McCartney & Wings

Os Beatles tinham acabado em 1970 e Paul procurava estabelecer-se como estrela em nome individual e quem sabia disso era Albert Broccoli, produtor de 007, que queria o cantor e compositor para compor o tema de Diamonds Are Forever. Mas o interesse esbarrou no contrato de Paul com a Apple Records, que ainda não tinha recebido qualquer informação oficial de que os Beatles tinham acabado.

Apesar de não poder compor a música, Paul e Albert ficaram em contacto para uma futura parceria… ela chegou em 1973!

Paul fazia parte da primeira grande revolução na saga 007, chegava Roger Moore para substituir Sean Connery no papel de Bond a saga abraçava os anos 70 e toda a sua complexidade na adaptação do clássico onde o hippie e free of speech ditava tudo.

Com isso em mente, Broccoli pediu que Paul escrevesse uma música que fosse uma ruptura com o passado. Paul criou um tema de rock puro e tinha grande interesse em trabalhar na saga 007, visto que George Martin era produtor e responsável por todas as secções de orquestra na banda sonora do filme. George era o produtor dos Beatles.

O que McCartney não sabia é que o contrato apenas referia que iria compor a música mas não seria ele a cantá-la… Incrédulo por saber isto numa fase tão avançada, este perguntou a Broccoli qual era a escolha para o intérprete… sem nenhuma escolha concreta, Paul aproveitou para exigir que queria os seus The Wings para interpretar o tema!

Assim, Paul conseguiu fazer um excelente tema de apresentação da sua nova banda.

O tema foi um sucesso estrondoso, sobretudo nos Estados Unidos, sendo a única nº2 desta lista durante 3 semanas seguidas… mas sempre com nº1’s diferentes… 

Este é o maior sucesso de Paul no pós-Beatles, para ter uma noção exacta da sua importância, no half-time show do superbowl de 2005 o cantor tocou apenas músicas da sua banda emblemática, à excepção de uma… LIve And Let Die!

Em 2012, nos 50 anos da saga 007, a BBC Radio fez uma sondagem sobre qual o tema favorito dos fãs de todos os filmes… Esta ganhou com larga margem!

1- Goldeneye – Tina Turner

E o grande vencedor deste top é GOLDENEYE DE TINA TURNER!!!

O processo de Goldeneye foi bastante complicado, sobretudo porque os anos 90 trouxeram novos desafios para manter a saga relevante e não apenas nostalgia para os fãs.

Um dos aspectos que evidenciou essa evolução prendeu-se sobretudo com a banda sonora, Monty Norman and John Barry abandonaram  ao fim de 30 anos a saga e com eles todos os arranjos orquestrais estavam datados para a etiqueta dos anos 90.

Entra então em cena Éric Serra, compositor com um vinco muito forte em sintetizadores e evoluindo de maneira drástica a sonoridade. Para compor toda esta transformação, Éric escolheu os Ace Of Base para interpretar o tema Goldeneye… e isso diz muito sobre a dita revolução.

Quando tudo caminhava para um desastre perfeito, até que Barbara Broccoli, filha de Albert R. Broccoli e também ela produtora de 007 desde 1987, ouve o tema da banda sueca e prontifica-se a arranjar uma alternativa.

O primeiro passo de Barbara é falar com Paul Mcguinness, que tinha conhecido num jantar de empresários de sucesso, Paul era agente dos U2. Mas naquela altura a banda estava a descansar de uma longa tour… mesmo assim Paul falou com Bono sobre o tema.

Bono disse então a Paul que poderia compor o tema com a ajuda do guitarrista e também compositor dos U2, Edge… Pois estavam a passar férias juntos. Em 24 horas estes fazem a letra e enviam a letra para Barbara com uma pequena nota de rodapé: “ esta música foi escrita e pensada para Shirley Bassey ou Tina Turner!”

Barbara apostou em Tina Turner e em tempo recorde conseguiram uma alternativa a Ace Of Base. Durante a reunião de Briefing de 007 as duas músicas foram tocadas e unanimemente a versão de Tina ganhou!

Já com o tema criado, os Ace Of Base mudam o nome para The Juvenile ( que é realmente muito semelhante a Goldeneye) e lançam-na no seu álbum de 2002 “Da Capo”.

A revolução de sintetizadores de Éric também não teve um final totalmente feliz, a escassos 15 dias da estreia do filme, durante os primeiros visionamentos, a banda sonora é considerada um dos pontos mais fracos do filme. Assim com apenas 7 dias até ao lançamento,o compositor John Altman é contratado para regravar GoldenEye… mas como o tempo escasseia, este apenas consegue reparar algumas secções do filme mas o suficiente para que a “revolução” não se fizesse ouvir de forma tão vincada… mas o CD da banda sonora já estava a ser vendido e é possível ouvir o sonho de Éric Serra!

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