The Kill Room – Crítica Filme

The Kill Room é uma sátira ao crime e ao mundo da arte moderna. Para um público que pode não estar familiarizado com as piadas, o realizador Nicol Paone preenche sabiamente a tela com um espirituoso Samuel L. Jackson, uma sensual e carismática Uma Thurman e um irreconhecível Joe Manganiello. Apesar de se basear em histórias já vistas, The Kill Room é uma obra suficientemente divertida para merecer uma espreitadela de 98 minutos em qualquer cinema.

Uma Thurman interpreta uma negociante de arte em dificuldades que consegue a sua oportunidade quando o criminoso de carreira Samuel L Jackson lhe faz uma proposta de negócio. Começa bem, e a sua galeria arranca, mas depressa se apercebe que fez um acordo com o diabo, ou pelo menos com o tipo de mafiosos que não queremos convidar para os nossos cocktails de alta classe.

© pris.pt

Com guião de Jonathan Jacobson, The Kill Room é uma divertida ficção criminal embrulhada num saco cómico, à medida que os homicídios de Reggie (Joe Mangianello) acabam por se transformar em arte de vanguarda. Reggie torna-se conhecido como The Bagman, cuja arte, se torna mais bem sucedida do que um negócio da lavagem de dinheiro. O enredo segue as pisadas de Small Time Crooks, de Woody Allen, que também apresenta um negócio de fachada que se torna mais bem sucedido do que o próprio crime. Tal como a vida imita a arte, também a arte imita a arte. A combinação de Thurman e Jackson carrega o filme com facilidade – sendo que não há grande destaque para outros membros do elenco.

The Kill Room, tal como a arte que está a ser satirizada, tem um subtexto inteligente, mas carece de uma impressão profunda. O filme capta com sucesso a natureza transitória dos estilos de arte. The Kill Room pode não apresentar um espetáculo chocante como Bagman, mas quando acompanhado de um bom balde de pipocas, pode matar o tédio a uma sexta-feira à noite.

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