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The Hitman’s Wife’s Bodyguard: Um regresso absurdo mas divertido

by João Pedro

“The Hitman’s Bodyguard”, que chegou ao grande ecrã em 2017, foi uma comédia de extremo sucesso. Nesse ano, foi o terceiro filme a surgir no topo do box office, por três semanas consecutivas, na América. Indubitavelmente, grande parte dessa conquista incidiu na dinâmica excelente entre Samuel L. Jackson e Ryan Reynolds. Em maio de 2018, a sequela foi anunciada sem grande surpresa, porém, a fórmula de Patrick Hughes (também responsável por “The Expendables 3”) não proporcionou novidades.

Com a realização de Patrick Hughes, “Hitman’s Wife’s Bodyguard” apresenta Michael Bryce (Ryan Reynolds), guarda-costas de profissão, Darius Kincaid (Samuel L. Jackson), assassino de provocação e Sonia Kincaid (Salma Hayek), sedutora de alienação, numa nova aventura.

Após perder a sua licença profissional, Bryce é aconselhado a efetuar um ano sabático. Desta feita, com o intuito de arrecadar alguma paz de espírito, o guarda-costas decide ir de férias para Itália. Contudo, Sonia Kincaid – a mulher de Darius – obriga-o a regressar à ação de forma inesperada. Por conseguinte, o trio vai envolver-se num enredo caótico à escala global, cujo vilão é Aristotle Papadopolous, que tem planos terríveis para destruir a Europa.

Não há como negar que “Hitman’s Wife’s Bodyguard” é uma comédia de ação previsível. O enredo é costurado em torno das ramificações das sanções da União Europeia à Grécia. Essa realidade vai juntar os três protagonistas numa operação da Interpol, para derrubar um terrorista. Efetivamente, os clichés centrais marcam presença de forma soberana: perseguições de carros, tiroteios, malas cheias de dinheiro e sequências de tortura cómica.

Proferir um role de asneiras ou palavrões não simboliza um valor de choque, se forem usados de maneira leviana. A vulgaridade não substitui o diálogo fraco. Independentemente dos atores improvisarem ou recitarem o argumento, nem Samuel Jackson consegue ter impacto positivo se repetir constantemente “motherf***er” durante hora e meia. E, embora Ryan Reynolds seja tratado como uma boneca de trapos ao longo do filme, algumas piadas são engraçadas. A entrega sarcástica do ator funciona com comédia física. As travessuras só perdem o brilho no segundo ato. O arco da história do personagem a recuperar a licença, bem como a auto-estima, torna-se obsoleto. Nunca há uma razão clara para Michael Bryce tolerar o que lhe acontece; além de ser um saco de pancada.

Seja como for, o filme apresenta grandes cenas de ação. Eu só gostava que os personagens não fossem tão caricaturados. A meu ver, o elemento de comédia é exagerado porque, a dada altura, não conseguimos proferir uma gargalhada honesta. O filme carece de um perigo mais realista. O primeiro foi muito superior nesse aspeto.

Antonio Banderas, Frank Grillo, Richard E. Grant e Morgan Freeman juntaram-se ao elenco para abanar o capacete, ganhar mais uns cobres e pouco mais. Apesar de tudo, a dinâmica entre Jackson, Reynolds e Hayek consegue proporcionar alguns momentos divertidos, e, felizmente, a atriz regressa na sua excelente forma com muito mais tempo de antena.

Mesmo que “Hitman’s Wife’s Bodyguard” seja um pouco absurdo, oferece uma experiência cinematográfica divertida para este início de verão.

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