Já na recta final do Verão, chega ao cinema The Hitman’s Bodyguardque foi confundido como uma paródia ao filme de 1992, protagonizado por Whitney Houston e Kevin Costner (The Bodyguard), mas este conta a sua própria história.
Ora, como o nome refere, o filme conta a história de duas pessoas – de um assassino e de um guarda-costas.
O guarda-costas, Michael Bryce (Ryan Reynolds) perdeu um cliente que estava a proteger, morto por um tiro. Depois disso, o seu estatuto de “triple A-rated security guard” (soa tão melhor em inglês) ou, por outras palavras, a sua carreira desceu a pique e agora vive apenas da protecção de clientes envolvidos em drogas. Até ao dia que é chamado pela sua ex-namorada, a Agente Roussel da Interpol (Elodie Yung) para fazer o trabalho que lhe podia dar a sua carreira de volta.
Por outro lado, Darius Kincaid (Samuel L. Jackson) é um assassino profissional que foi preso (e a sua mulher também por arrasto) pelos seus crimes e agora é chamado a testemunhar contra o ditador Vladislav Dukhovich (Gary Oldman). Mas como é óbvio, todos os que tentam atravessar no caminho de Dukhovich são aniquilados e como tal, apesar de ele achar que não precisa, é protegido pelos melhores agentes da Europa da Interpol… até que as coisas correm mal pelo caminho.
A ligação entre estes dois? O Michael ficou encarregue de proteger o Darius e de levá-lo até Amesterdão para ele testemunhar, mas enquanto um joga pelas regras, o outro não está nem aí para elas O curioso (ou não) é que eles já se conheciam antes… O Kincaid já tinha tentado matar inúmeras vezes o seu guarda-costas noutras ocasiões, 28 vezes pelo menos.
Maior parte das cenas contém tiros certeiros, mas não posso dizer que este filme tenha sido um deles. Samuel L. Jackson salva a situação conseguindo arrancar as gargalhadas já tão esperadas vindas do público, porque é um actor que já nos habituou a isso e só a forma dele falar já nos dá vontade de chorar a rir. Até as freiras que lhes dão boleia, gostam mais dele e mal sabem quem ele é e o que faz da vida (porque se soubessem…). Ele e Ryan Reynolds formaram uma dupla melhor do que o esperado, e, apesar de Reynolds estar razoável neste filme, desilude um pouco depois de o vermos numa personagem como o Deadpool.
Claro que o público se ri com pouco (sim, eu também) com piadas do género:
Michael Bryce: You won’t last one hour without me.
Darius Kinkaid: F* you!
Michael Bryce: Eat my ass!
Darius Kinkaid: That’s what she said.
A narrativa não é excelente e os efeitos visuais são péssimos. Se eu não soubesse que ia ali para rir um bocado, porque todo o trailer mostra que vamos lá para isso, tinha saído completamente desiludida e a achar que perdi tempo da minha vida a ver este filme.
Salma Hayek (Sonia Kincaid) também faz com que o público se ria com os seus muitos insultos em espanhol, num filme q.b poliglota. A nossa Elektra de Daredevil, Elodie Yung, não foi brilhante no papel de Agent Roussel, aliás, ficou muito áquem das expetativas.
Resumindo, o filme soube a pouco mas olhem, se a vida vos estiver a correr mal, metam-se na sala de cinema e vejam este filme: saem, sem dúvida, mais animados.
Título: The Hitman’s Bodyguard
Realizador: Patrick Hughes
Argumento: Tom O’Connor
Com: Ryan Reynolds, Samuel L. Jackson, Gary Oldman, Salma Hayek, Elodie Yung
Género: Ação, Comédia
Duração: 118 minutos