Home FilmesCinema “The Gentlemen”: Old School em Alta Voltagem

“The Gentlemen”: Old School em Alta Voltagem

by João Borrega

O realizador Guy Ritchie volta à sua zona de conforto neste “The Gentlemen”, dispondo na tela uma narrativa frenética bem ao estilo a que já nos habituou. 

Histórias sobre crime organizado, mafiosos, delinquentes, assaltos e assassinatos são a praia de Guy Ritchie. Desde os anos 90 que ele tem vindo a imprimir a sua própria identidade neste género cinematográfico, especial com “Um Mal Nunca Vem Só” a “Snatch – Porcos e Diamantes”.

“The Gentlemen” narra a história de Mickey Pearson (Matthew McConaughey), um rei no campo de fabrico e tráfico de erva em Londres que se vê numa embrulhada quando tenta vender o seu império. Muitos são os que querem o seu legado e farão de tudo para o obter, seja trair os seus parceiros ou recorrer frequentemente à violência. 

Neste “The Gentlemen” vimos Guy Ritchie a voltar ao topo da sua forma, no campo que ele está mais à vontade. Com uma narrativa hiper-acelerada, sem qualquer piedade para com o espectador – que tem de lutar para conseguir acompanhar a narrativa – este torna-se um filme que atraí o espectador logo desde os primeiros segundos. 

© pris.pt – Todos os direitos reservados

Para nos guiar neste conto temos um elenco incrível, com interpretações maravilhosas. McConaughey e Colin Farrell, como já nos habituaram, estão óptimos nestes papéis (apesar de desejar ter um pouco mais da personagem de Farrell ao longo do filme). 

Porém, os grandes destaques nesta área terão de ir para Charlie Hunnam, o braço direito de McConaughey, num papel ponderado e reservado para que comanda a tela sempre que está presente, e Hugh Grant, a tirar a sua pele de galã e a dar, possivelmente, a melhor performance da sua carreira no papel de um investigador privado com muita manha para dar. 

Para acompanhar o ritmo frenético da narrativa, a edição do filme está imaculada, com cortes drásticos e perfeitos, inserindo uma adrenalina incomum para filmes com poucos momentos pontuados com acção. Devido a ser maioritariamente orientado por diálogos, este tipo de edição é perfeito para manter o espectador preso à tela. 

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“The Gentlemen” torna-se um filme que exige a atenção do espectador na sua hora e 50 minutos de duração. Não há espaço para olhar para relógios, telemóveis ou saídas sem pausar o filme. E, com vários personagens a serem apresentadas a todo o momento e um enredo bastante embrulhado e contado a alta velocidade pode ser desafiante para alguns.

No fim, “The Gentlemen” é Guy Ritchie como o queremos. É uma gema old school num mar populado por filmes criados em linha de montagem. Será recordado como um dos pontos altos da carreira do realizador e um dos primeiros belos filmes da nova década.

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