Home Novidades The Crown: Três temporadas depois e a óptima qualidade mantém-se

The Crown: Três temporadas depois e a óptima qualidade mantém-se

by Beatriz Silva

A terceira temporada de The Crown entra hoje para o catálogo da Netflix e apesar do elenco e dos anos descritos mudarem, a série continua a ter toda a qualidade a que já nos habituou desde a primeira temporada.

Depois de duas temporadas em que vimos os acontecimentos históricos relacionados com a Rainha de Inglaterra, Elizabeth II, como a sua subida ao trono, alguns momentos políticos que foram marcando vários anos do seu reinado e inclusive, algumas situações com a sua própria família, surge uma nova e esperada temporada que vai dar continuidade à história que se prevê que dure até se chegar aos dias de hoje.

A terceira temporada começa no ano de 1964 e, nos dez episódios que a compõem, vai acompanhar novamente a Coroa até aos anos de 1977, passando por vários acontecimentos como a morte de Winston em 1965, a tragédia na vila de Aberfan em 1966, entre tantos outros, incluindo até alguns históricos (Jogos Olímpicos no Canadá em 1976 ou até mesmo a chegada do Homem à Lua em 1969).

Com o passar dos anos presentes na série, para manter a fiabilidade da mesma, era preciso também os personagens mudarem. Desta feita, deixámos de ver Claire Foy e Matt Smith a interpretarem a rainha e Príncipe Philip, para termos Olivia Colman (The Favourite) e Tobias Menzies (Outlander) com esta responsabilidade.

Para interpretar a irmã da rainha, Margaret, e o seu marido, Lorde Snowdon, temos Helena Bonham-Carter e Ben Daniels, versões mais adultas de Vanessa Kirby e Matthew Gode.

Créditos: Sophie Mutevelian

Quero começar por elogiar todos estes atores que referi acima. Olivia Colman mantém a representação à altura de Claire Foy, sendo sensacional a interpretar a rainha. Apesar de já a termos visto a interpretar o papel de uma rainha em The Favourite, com o qual ganhou um Óscar, aqui é igualmente notável. Ela mantém a postura da soberana, e é através das suas expressões faciais, que são contagiantes, que vamos percebendo o que sente em relação aos assuntos, conseguindo mesmo elevar as expetativas.

Tobias Menzies é também uma óptima adição a este elenco. Ele já se tinha destacado bastante em Outlander, sendo este papel mais parecido ao que tinha quando interpretava Frank, o marido de Claire. Assenta-lhe bem toda a classe da realeza e, acima de tudo, que bem que ele fica ao lado de Olivia Colman!

Helena Bonham-Carter traz-nos também uma Margaret que, embora já não seja tão nova, continua a apreciar boas festas, boa bebida e a atenção do público. O contraste com Ben Daniels também ajuda, especialmente agora que temos episódios mais focados no casamento deles. Como casal, podemos estranhar à primeira vista mas à medida que os episódios passam, torna-se cada vez mais interessante ver a relação deles.

Créditos: Des Willes/Netflix

Convém realçar que a série continua a fazer um óptimo trabalho na escolha do elenco porque, mais uma vez, se formos comparar os atores com as pessoas na vida real, e até mesmo os novos atores com os anteriores, acabam por ser bastante parecidos.

Em termos de figurinos e cenários, não há por onde pegar de forma negativa nesta série, está sempre tudo espetacular, fazendo mesmo parecer que estamos a ver o interior do Palácio de Buckingham tal como ele é, e não só.

Quanto ao argumento, eu acho que a série, desde a primeira temporada, sabe muito bem escolher aquilo que quer mostrar para irmos acompanhando o percurso e a personalidade da rainha e o quão as situações no seu reinado, tanto pessoais como políticas, fizeram dela a monarca que é hoje.

A série volta a pegar no tema da Rainha e da sua irmã Margaret que, mesmo com o passar dos anos, ainda se sente  “negligenciada” por ser a número 2 e porque considera que tem mais aptidão para lidar com questões políticas (há um exemplo até da sua visita à Casa Branca). Para além disso, The Crown explora também um pouco mais do casamento de Margaret e Anthony como já referido, conhecemos melhor os filhos de Elizabeth II (especialmente Charles e Anne) e até mesmo a mãe de Philip.

Fugindo aos temas familiares, há um episódio que acho que é dos mais comoventes que já houve nesta série, pelo menos para mim, que foi o respetivo à tragédia na vila de Aberfan que, para além de estar super realista, está emocionante. Eu não consegui não derramar a lágrima.

Acho que esta série está mais do que recomendada desde a primeira temporada. Se gostam de filmes e séries sobre história, devem ver. Se tiverem especialmente curiosidade sobre a vida da rainha, é uma óptima maneira de verem o que aconteceu para trás, quase como num documentário. Mas além disto tudo, é uma série com óptima qualidade de argumento, de cenários, figurinos, realização e principalmente, de elenco que ajuda muito a tornar a série muito binge-watchable!

Já podem assistir a The Crown na Netflix aqui.

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