Terrifier (2016) – Crítica Filme

Já tínhamos visto por aqui que o palhaço Art estava no seu caminho para se tornar um ícone do terror. Ainda pelas mãos de Damien Leone, chega-nos Terrifier, que assinala o regresso sangrento e grotesco do famoso palhaço. Depois de Terrifier – O Início, a FilmTwist disponibilizou todos os filmes da franquia disponíveis (até agora) – e Art regressa em grande. 

A seguir aos zombies, os palhaços assassinos são o tipo de vilões mais usado (talvez em demasia) no cinema de terror. Tão em demasia, atrevo-me a dizer, que chegámos a um ponto em que – tal como os zombies – o palhaço se torna uma caricatura foleira que já não é minimamente ameaçadora ou assustadora.

Entra Art, de Terrifier. O que superficialmente parece ser mais uma peça pouco original e cliché de palhaço-horror rapidamente se revela, bem, mais uma peça pouco original e cliché de palhaço-horror, MAS com um anti-herói singularmente petrificante e toneladas de sangue sensacionalmente gráfico e à moda antiga.

O filme começa quando uma apresentadora de televisão chamada Monica está a entrevistar uma mulher que ela identifica como a única sobrevivente do Massacre de Miles County, um evento durante o qual a entrevistada foi brutalmente mutilada e colocada em coma. Alguém destrói a TV, e vemos Art a preparar-se para a matança.

Estamos agora na noite de Halloween, e duas jovens, Tara e Dawn, caminham por um passeio até ao seu carro depois de uma noite de festa. Tendo ambas bebido excessivamente, Tara e Dawn optam por comer num diner antes de tentar conduzir até casa. Enquanto estão a discutir os seus planos, avistam Art, o Palhaço, com o seu saco de armas. Dawn finge namoriscar com ele, contra as admoestações de Tara. As duas olham para o lado, e Art desaparece – sem nunca perder as duas amigas de vista.

Depois de um pneu furado, Tara vê-se forçada a pedir à irmã que as vá buscar. E a partir daqui a trama desenvolve-se ao ritmo de um jogo de escondidas, em que Art se torna um perseguidor implacável. Claro que já vimos esta história 5000 vezes em vários filmes de terror, mas aqui a grande diferença e Art e isso é explorado melhor que nunca.

Damien Leone, o argumentista e realizador, compreende que um vilão silencioso, sem emoções e sem motivos é o tipo de vilão mais ameaçador. Art não diz uma palavra o filme inteiro, não mostra qualquer piedade e não fazemos a mínima ideia da razão pela qual ele mata – há zero contexto e background story sobre ele.

Além disso, Art não é apenas um palhaço, mas também um mimo, o que o torna ainda mais odioso. O seu silêncio, as caretas, a despreocupação e o fato de Pierrot fazem deste o palhaço mais assustador da história do cinema. Muito mais assustador do que Pennywise, Captain Spaulding, Heath Ledger como Joker, o boneco de “Poltergeist”, ou o palhaço zombie de Zombieland.

Finalmente, como obcecada por terror desde sempre, tenho de sublinhar o quão fenomenal é o sangue e o gore neste filme. Há cenas explícitas de fazer cair o queixo, bem como horror sugestivo de fazer tremer e arrepiar. Não há necessidade de enumerar os pontos altos, reconhecê-los-ão imediatamente. Terrifier é um filme obrigatório para todos os fãs de terror – e está disponível na FilmTwist.

 

Related posts

MOTELX 2024: 1.ª Vaga de Novidades da 18.ª edição!

Inside Out 2 – Crítica Filme

The Acolyte – Primeiras Impressões Série