Stranger Things 4 Vol.1 – Crítica Sem Spoilers Série

STRANGER THINGS. (L to R) Eduardo Franco as Argyle, Charlie Heaton as Jonathan, Millie Bobby Brown as Eleven, Noah Schnapp as Will Byers, and Finn Wolfhard as Mike Wheeler in STRANGER THINGS. Cr. Courtesy of Netflix © 2022

O Upside Down está de volta em Stranger Things 4! Esta nova temporada traz-nos 7 episódios no próximo dia 27 de maio e está maior do que nunca. 

O meu amor por Stranger Things tem vindo a crescer, é quase como um “Primeiro estranha-se, depois entranha-se”, sem pun intended. Bem sei que algumas pessoas não se sentiram tão entusiasmadas com a segunda e especialmente com a terceira temporada, mas eu tenho vindo a adorar mais e mais esta série que nos traz coisas tão estranhas que adoramos e que nos deixam agarrados ao ecrã.

E embora tenha adorado a terceira temporada (que podem ler a crítica aqui), esta quarta está maior do que nunca. Digo isto pelos mais diversos aspetos: não só está maior em termos de duração dos episódios, ultrapassando 1 hora em muitos deles,  como também nos traz todo um aprofundar da história que vai, de certa forma, responder às questões que os fãs podem ter depois daquele final de 3ª temporada caótico.

E sim, os episódios podem ser longos mas honestamente não me queixei porque passamos demasiado tempo sem temporadas de Stranger Things e em nada se sente esta duração porque eles estão incrivelmente bem trabalhados. O que também sinto é que o que as outras temporadas tiveram de ação e luta, esta ganha com o lado mais assustador que acaba por ter, visto que a ameaça é maior e mais difícil de alcançar, o que vai dar muitas dores de cabeça aos nossos personagens.

Os posters da temporada já nos tinham mostrado que os nossos personagens não estão todos juntos em Hawkins, o que já era previsível tendo em conta os acontecimentos do final da 3ª temporada. Isto acaba por nos trazer várias histórias a decorrer ao longo da temporada e o que podia ser confuso, torna-se bastante dinâmico porque conseguimos visitar várias localizações, ter vários focos de ação mas tudo ligado aos mesmos acontecimentos. E vamos ser sinceros, às vezes é um alívio irmos respirar outros ares que não sejam os de Hawkins.

STRANGER THINGS. (L to R) Maya Hawke as Robin Buckley, Sadie Sink as Max Mayfield, Gaten Matarazzo as Dustin Henderson, Joe Keery as Steve Harrington, Caleb McLaughlin as Lucas Sinclair, and Natalia Dyer as Nancy Wheeler in STRANGER THINGS. Cr. Courtesy of Netflix © 2022

Temos também alguns personagens novos no elenco que vão sendo acrescentados organicamente e que fazem sentido para a mesma, complementando-se muito bem com o nosso elenco recorrente que vai evoluindo de temporada para temporada (estão tão crescidos!). Para além disso, há personagens dentro deste mesmo elenco que ganham destaque agora, mais do que tiveram noutras temporadas anteriores como por exemplo a Max porque nunca me chamou muito a atenção e agora acabei por gostar imenso dela e da narrativa que construíram para ela aqui. E até acaba por ter lógica, uma vez que o Billy teve grande destaque na 3ª temporada. E claro, todos eles têm representações maravilhosas, mas é inevitável falar da nossa Eleven que me deixou sem palavras em muitos momentos deste primeiro volume, graças à sua representação mas também às cenas que ela acaba por ter.

Os efeitos visuais estão novamente maravilhosos, com novas camadas deste Upside Down que já tão bem conhecemos mas trabalhado de forma diferente e mais realista, o que acho que ajudou a que a série fizesse quase como um blur à linha que separa a fantasia do terror.

É mesmo super complicado estar a falar sem spoilers. Não vos posso revelar praticamente nada mas posso dizer-vos que é mais uma vez uma temporada fantástica, cheia de bons momentos mas que pode dividir muito os fãs da mesma. Já eu, mal posso esperar pelos dois episódios finais que acho que vão ser carregadinhos de ação e emoção!

(A avaliação desta temporada só surgirá quando estrearem os outros dois episódios em julho)

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