Home FilmesStreamingCríticas de Filmes Stowaway: Ter esperança na solução não alivia a tensão da decisão

Stowaway: Ter esperança na solução não alivia a tensão da decisão

by Beatriz Silva

Stowaway é o mais recente filme sci-fi da Netflix, estreado hoje, que nos leva em mais uma missão pelo espaço, desta vez a Marte (não fosse este o ano em que realmente chegámos a este planeta). Conta com Toni Colette, Anna Kendrick, Daniel Dae Kim e ainda Shamier Anderson.

As apostas em filmes de sci-fi que nos transportam para a imensidão do espaço continuam a ser muitas. É inevitável não nos lembrarmos dos trabalhos fantásticos feitos em Gravity ou Interstellar.

Em Stowaway, num futuro próximoo, começamos logo com a ação, ao assistirmos aos 3 astronautas  – a comandante (Toni Colette, uma médica (Anna Kendrick) e um biólogo (Daniel Dae Kim) – a iniciar sua missão de 2 anos em direção a Marte, numa nave que foi construída para apenas 2 pessoas. Logo aqui começamos a perceber que já há uma ligeira tensão criada porque, caso algo corra mal, as probabilidades de sobreviverem os 3 é muito pouca, mesmo com as modificações feitas à estrutura da nave.

Mas pouco depois do lançamento, descobrem um engenheiro que foi ferido e trancado durante o mesmo, e este acontecimento acaba por destruir o CDRA, que basicamente faz a filtragem do dióxido de carbono e permite que o ambiente da nave seja seguro em termos de oxigénio. Portanto, numa nave que só dava para duas pessoas, agora tem 4 passageiros a bordo, o que leva logo a um aumento da tensão e do pânico.

STOWAWAY (L to R) DANIEL DAE KIM as DAVID KIM, TONI COLLETTE as MARINA BARNETT and ANNA KENDRICK as ZOE LEVENSON. JURGEN OLCZYK/© 2021, Stowaway Productions, LLC, Augenschein Filmproduktion GmbH, RISE Filmproduktion GmbH. All rights reserved.

A premissa do filme anda muito à volta desta decisão impossível a ser tomada porque alguém vai ter de morrer e não é fácil escolher quem será essa pessoa, mesmo que haja um passageiro a bordo que mal conhecem. Todos estão nesta situação e todos vão ter que decidir para que a missão possa prosseguir.

Os pontos fortes deste filme são, sem dúvida, todos os efeitos visuais que com as tecnologias cada vez mais desenvolvidas, têm tornado a experiência de filmes espaciais completamente diferente e cada vez mais imersiva, mas claro que com uma premissa destas e um visual destes, a banda sonora é realmente importante e aqui sinto que fez uma boa conjugação, especialmente nos momentos mais emocionais das personagens assim como os de tensão. Também gostei muito de quando utilizaram alguns silêncios porque é como imaginamos o espaço – pelo menos eu imagino – uma imensidão em que não se ouve nada e não se passa nada.

As representações também são muito boas, nunca esperei gostar tanto de ver a Toni Colette e a Anna Kendrick no espaço mas o elenco acabou por interagir muito bem e trouxe-nos aqui uma camada de emoções em certos momentos do filme que eram realmente necessárias, porque noutras alturas estávamos só à espera que acontecesse algo. Aliás, eu estava sempre à espera do momento em que realmente as coisas iriam correr para o torto porque geralmente costuma ser essa a fórmula deste género de filmes.

Por muito que tenha gostado de Stowaway, sinto que o filme não me acrescentou nada, não me deixou a pensar em nada. Conseguiu passar a tensão e a ansiedade que se deve sentir numa situação destas, em que nem mesmo quando há esperança e se consegue arranjar uma solução para que todos sobrevivam, não ameniza a decisão impossível que tem de ser tomada. Para além disso, sinto que não vai ser um filme de referência quando pensar no género sci-fi ou em longas-metragens espaciais.

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