Shrinking – Crítica Série

Desde a sua fundação, a Apple TV+ tem nos entregado imenso conteúdo diversificado do que a maioria dos streamings propõem. Apesar de, em Portugal, ser um streaming ainda escondido do grande público, é impossível negar a grande qualidade que os seus mais recentes produtos apresentam.

Shrinking não é exceção. Com um elenco de luxo composto por: Jason Segel, Christa Miller, Jessica Williams, Harrison Ford, entre outros, esta série apresenta-nos um terapeuta em luto após a morte da sua mulher. Este terapeuta, Jimmy (interpretado por Jason Segel), após bater no fundo depois de ter perdido a sua mulher e ter piorado a sua relação com a filha, decide ignorar todas as regras da sua profissão para falar aos seus pacientes tudo o que pensa sobre eles. É então, que aquelas revelações trazem grandes mudanças para os pacientes como para o próprio.

Esta série não é algo que ainda ninguém viu, para muitos ela aproxima-se de “After Life”, mas o que a torna tão especial é o foco que os personagens secundários têm e o seu desenvolvimento tanto nas suas próprias vidas como na vida de Jimmy. Um dos grandes pontos positivos desta produção, é o desenvolvimento que a série traz para cada personagem apresentado sem esquecer o real foco, a perda.

Quando analisamos os 10 episódios desta série, no final nem conseguimos distinguir quem eram as personagens secundárias dos figurantes. Isto porque a série conta de forma tão fluída que acaba por conectar todos os personagens e os seus problemas a momentos da vida de Jimmy e até a outros personagens. É difícil ver a série sem identificarmos logo um problema atual, e o que a série faz é logo apresentar uma “solução” ou uma lição de moral para podermos ver “a luz ao fundo do túnel”.

Outros personagens que ajudam Jimmy nesta jornada é Paul (Harrison Ford) e Gaby (Jessica Williams). Estes são os seus companheiros terapeutas do seu consultório. Cada um apresenta uma ajuda, um problema e uma solução para Jimmy nas diferentes situações que ele enfrenta ao decorrer da série. E quando falo em problema não é algo significativamente mau, mas sim uma espécie de aviso para que ele tenha um determinada atitude com a filha, ou que até mesmo serve para confrontar Jimmy com uma realidade.

Paul é o personagem mais velho, logo que encarna uma persona de sábio, teimoso e que é o que tem sempre a última palavra. As outras personagens vêm Paul como um conselheiro em momentos de aperto, mas existe momentos em que Paul é o que precisa desses conselhos e deixa-se apenas ficar por ser demasiado teimoso. Mas o desenvolvimento que ele tem, os dramas que apresenta na sua vida mesmo tendo aquele ar de quem não se preocupa com nada, e as ajudas que leva de Jimmy (que a pessoa que ele sente que não precisa de nada por ser aquele que o ajuda), levam Paul a ser um dos meus personagens favoritos.

© Apple TV

Gaby por outro lado, é aquele alívio cómico. E sim, parece irónico, mas ela é um alívio cômico numa série de comédia. Digo isto porque a série em si não apresenta sempre piadas ou momentos engraçados. Também envolve-se em momentos tensos de grande aperto e que por vezes, Gaby consegue sempre relaxar a situação e dar os melhores conselhos.

Um bom conselho que a série dá para os espetadores, e que conta muito bem a história de Jimmy, é que apesar de alguém estar no fundo do poço e fazer parecer que está tudo parecido, não podemos desistir e temos que confiar naqueles que no estão mais próximos e especialmente, nos nossos amigos. Pode parecer algo “cliché” mas é um verdadeiro salva-vidas.

Resumindo, Shrinking é uma série muito boa e super recomendo para todos verem. Envolve-se em temas profundos, aplicando boas lições e entretendo do inicio ao fim.

P.S Uma curiosidade desta série, é que Jason Segel para além de ator é também um dos criadores da série, juntamente com Bill Lawrence e o conhecido, Brett Goldstein de Ted Lasso.

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