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Predator: Killer of Killers – Crítica Filme

by João Borrega

Não é surpresa para ninguém que Hollywood anda numa demanda para ressuscitar franchises de outrora, dando um novo retoque para os tempos modernos, apoiando-se no factor “nostalgia” para gerar lucro. Muitas das vezes é apenas uma jogada de negócio, não oferecendo nada de interessante para os fãs. Porém, lá de vez em quando, surge uma pérola no meio de tanto desastre. 

Para a saga do Predador, essa pérola surgiu em 2022 com o “Prey” de Dan Trachtenberg. Tendo apenas realizado “10 Cloverfield Lane” e alguns episódios de séries, Trachtenberg veio revitalizar esta saga dos anos 80 com grande sucesso, muito devido ao facto de pegar nesta máquina de aniquilar sem igual e colocá-la num ambiente que ainda não tínhamos visto antes – neste caso, numa altura pré-histórica da Humanidade. 

Agora, Trachtenberg regressa a este universo cinematográfico com o mesmo espírito (colocar o Predador em momentos diferentes da História), mas a utilizar um meio completamente diferente, sendo este o meio da animação. 

Predator: Killer of Killers” é um filme antológico que se divide em 4 capítulos de sensivelmente 20 minutos cada segmento:

  • The Shield – uma história de vingança no tempo dos Vikings; 
  • The Sword – uma história de rivalidade na época dos Samurais;
  • The Bullet – a ascensão de um rapaz subvalorizado durante a Segunda Guerra Mundial
  • O grande final – onde todas as histórias se entrecruzam para uma derradeira batalha. 

O melhor elogio que se pode dar a este “Killer of Killers” é que cada história já é interessante por si mesma, com personagens carismáticas e que impactam em pouco tempo. A adição de um Predador é apenas a cereja no topo do bolo. 

É com mestria soberba que Trachtenberg consegue dar tanta vida a cada uma das histórias em tão pouco tempo – e, no caso da segunda história, com pouquíssimo diálogo. Cada história oferece ainda um óptimo elenco a dar voz a cada personagem, focando-se em excelentes voice actors e não em celebridades que apenas dão voz para supostamente dar mais credibilidade ao projecto. 

Desde o primeiro até ao último segundo, “Killer of Killers” é um remoinho de acção incansável. Em cada segmento a violência é diferente, às vezes mais bruta outras vezes mais refinada, mas o filme arranja sempre novas formas de nos deixar com o queixo caído com a violência que nos apresenta.

A narrativa visual é uma componente muito forte neste filme e tudo se conjuga numa animação que, apesar de não ser tão fluida como um filme de animação 3D, é maravilhosa de se admirar, com algumas imagens a ficarem bem impressas na memória. 

Pode-se até afirmar que este filme nunca seria realizado se não fosse em formato de animação. Tudo tem uma escala grandiosa, com muitos cenários diferentes e vasto detalhe, sendo que se fosse em live action teria de ter um orçamento bem chorudo ou então não seria tão interessante para o espectador. Somente em animação é que Trachtenberg conseguia mostrar a sua visão em toda a sua plenitude. 

Porém, é no facto de ser de animação que reside, apesar de ser um mal menor, o maior defeito do filme. Em muitos momentos, “Killer of Killers” agarra-se ao facto de ser um filme de animação para mostrar personagens a fazer coisas que não seria possível/credível num contexto real. E como toda a base deste franchise são filmes live action, vem como choque estes momentos infiéis à lógica ou à física do mundo real. 

Killer of Killers” é uma viagem rápida e brutal. É o sonho de qualquer fã do universo Predador e um óptimo intermédio entre “Prey” e a próxima aventura que será o “Predator: Badlands”, também vindo da mente de Tranchtenberg. Seja em que meio for, o nosso Predador está em boas mãos. 

8/10

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