Lightyear – Crítica Filme

Em 1995, conhecemos Buzz Lightyear, um dos brinquedos de “Toy Story”. Agora, 27 anos depois, é-nos explicado o porquê de terem oferecido o Buzz a Andy: Lightyear é o seu filme preferido. E promete puxar pela nostalgia do espetador.

Quando soube que este filme ia existir, fiquei altamente entusiasmada porque sempre senti que não tínhamos muito background sobre a personagem do Buzz Lightyear, nem sabíamos bem de onde vinha a mítica frase: Para o infinito e mais além. Contudo, depois de ver os 10 segundos iniciais, fiquei triste, porque sempre pensei no Buzz como um astronauta que tinha inspirado uma linha de brinquedos.

Mas pormenores à parte, diverti-me muito nesta aventura espacial com o Lightyear, um ranger do espaço que cometeu um erro que fez com que toda uma população ficasse presa no planeta errado. Enquanto ele tentava cumprir com a sua missão de os tirar dali, perdeu anos de vida que nunca mais conseguiu recuperar, até descobrir uma maneira de os tirar dali mas é aí que tudo muda quando se vê atacado por robots espaciais.

Com a ajuda de Izzy, Mo, Darby e o seu companheiro emocional Sox, vai ter de arranjar maneira de salvar a população dos robots espaciais e finalmente, conseguir completar a sua missão!

Consigo perceber o ceticismo do público em relação a este filme porque, depois de tanto tempo, porque é que precisávamos dele? Eu acho que precisávamos dele nem que seja para termos uma boa história, recheada de aventura, comédia e que apela à nostalgia. Porque é que tudo o que estreia no cinema tem de virar blockbuster ou ser o melhor filme de sempre? Às vezes também faz falta termos filmes de conforto. Que sabemos que os vamos ver, vamos voltar aos lugares comuns onde já fomos tão felizes antes e vamos sair do cinema satisfeitos.

Se calhar para quem tinha expetativas desmesuradas com o filme, vai sair desiludido porque não é o blockbuster que se calhar muitos esperam. Mas acho que é daqueles filmes que tanto podemos ver em família, como ir ver só porque apetece ir ao cinema ou até mesmo ir com os amigos para descontrair um pouco.

Falando mais a nível técnico, a animação está muito bem feita para o que era esperado. Não, não é dos filmes mais incríveis da Pixar mas também não é dos piores. O guião tem um bom toque de comédia que surge naturalmente com as peripécias que os nossos heróis vão passando e só acho mesmo que peca na parte final, em que explicam o que nos levou até ali. Sinto que não foi o melhor final que podiam ter dado a este filme mas a história que contaram chegou ao meu coração, puxou pelas minhas lágrimas e fiquei a adorar cada uma das personagens (e a desejar que tivessem feito brinquedos delas também!).

A escolha dos atores para dar voz a estas personagens foi muito bem feita, tendo aqui Chris Evans a conseguir captar bem o tom mais sério e também quanto basta sarcástico de Buzz Lightyear, assim como Keke Palmer deu uma interpretação ingénua mas divertida à Izzy Hawthorne, o Taika Waititi brilhou mais uma vez na personagem de Mo e finalmente Dale Soules, com a nossa irreverente e sempre pronta para a ação, Darby. Ah, não me posso esquecer do Sox! O gato robot mais espetacular que vão ver e, inclusive, vão desejar ter um porque, convenhamos, dava jeito para algumas coisas!

Resumindo, Lightyear ganha por apelar ao coração do espetador, embora a viagem seja turbulenta e a meta não seja exatamente o que desejamos. É simplesmente um bom filme para descontrairmos um pouco, para vermos no ecrã gigante e para nos deixarmos simplesmente levar pela aventura.

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