IF: Amigos Imaginários – Crítica Filme

Já conhecemos bem John Krasinski no papel de realizador, mas com “IF: Amigos Imaginários” descobrimos todo um novo mundo de histórias que ele pode criar e trazer para o grande ecrã para nos comover!

A premissa é simples: podemos crescer mas a nossa companhia quando éramos apenas crianças inocentes não desaparece. Refiro-me então aos amigos imaginários que, no filme, são esquecidos por quem os criou. Decerto que também já tiveste um amigo imaginário e, bom, talvez também eu já o tenha tido (e fiquei o filme todo a pensar nisto) mas com o passar do tempo, acontece tanta coisa na nossa vida que as nossas memórias vão-se desvanecendo… a menos que haja alguém ou algo que faça com que elas sejam reavivadas!

Apesar da vida acontecer, quero acreditar que a minha criança interior continua cá e, por isso mesmo, este filme tocou mesmo no meu coração. Tão bom que seria o mundo se simplesmente abraçássemos a companhia dos nossos amigos imaginários. Talvez muitas pessoas já não se sentissem tão sós.

Seguimos então a Bea (Cailey Fleming), que depois de perder a mãe e com o seu pai no hospital, acaba por ter de se mudar temporariamente com a avó e é lá, no mesmo prédio, que conhece o Cal (Ryan Reynolds) e alguns IF (Imaginary Friends ou Amigos Imaginários em português). Embora reticente com o que está a ver, aceita a missão de os realocar a novas crianças para que elas tenham a sorte de ter uma companhia, agora que as crianças dos IF já cresceram.

Para já, quero mencionar que nem acredito no quanto a Judith de The Walking Dead cresceu para interpretar esta Bea que é cética, muito ponderada mas também uma criança muito criativa e sonhadora. As situações que passou fizeram com que ela acabasse por crescer “à força”, e muitas vezes isso passa com a simples frase “Eu não sou uma criança”. Mas o trabalho que a Cailey faz neste filme é mesmo impressionante, porque acabamos por ter aqui uma construção desta personagem desde o momento em que profere essa frase até ao momento em que já não passa um dia sem estar na companhia dos IF.

Quanto a Ryan Reynolds é bastante interessante a maneira como ele interpreta o Cal. Rezingão muitas vezes mas com um bom coração, ele tenta ajudar os IF a encontrarem uma nova “casa” mas primeiro que aceite a ajuda da Bea demora a encaixar. Ainda assim, os dois formam uma dupla divertida e eficiente e que foi muito bom acompanhar durante quase 2 horas de filme.

Para mim, a personagem de Krasinski serve apenas para ser ainda mais claro a posição que Bea adopta ao tentar ser uma “adulta” perante determinadas situações enquanto o seu pai opta por fazer de tudo brincadeira. Tem piada, mas acaba por não ser relevante.

Mas se houve algo que senti muita falta foi de conhecer mais amigos imaginários a fundo. Vamos conhecendo os mais relevantes, se é que podemos dizer assim, e outros de forma mais rápida mas há tantos IF’s que podiam ter sido explorados com um pouco mais de duração de filme e que, de certeza, teriam histórias muito interessantes para contar!

Apesar disso, os efeitos visuais utilizados para criar os IF estão fantásticos, quase que parecem reais (e dá mesmo vontade de abraçar o Blue 💜) e todo o imaginário criado à volta deles faz com que o filme valha a pena ver. John Krasinski pensou neste filme durante 7 anos precisamente para unir o mundo imaginário com o real, e a história em si é bastante comovente, dá que pensar e leva-nos mesmo às lágrimas porque nos deixa a pensar que muitas vezes queremos tanto crescer que nos esquecemos de ser crianças e que quando nos tornamos em adultos, é inevitável ver o mundo de tantas outras formas menos da maneira como víamos em pequenos.

Esse sim era um mundo só nosso, onde éramos os protagonistas e ditávamos o nosso destino, nem que fosse a nossa próxima aventura.

Se tal como eu, tens o fator nostálgico em ti, este é um filme que deves ir ver com aqueles que consideras que ainda tem uma criança em si ou simplesmente com a família!

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