Furiosa: A Mad Max Saga – Crítica Filme

9 anos depois de Mad Max: Fury Road ter estreado nos grandes ecrãs, chega uma das prequelas mais aguardadas pelos fãs do filme original. Furiosa: A Mad Max Saga chega esta quinta-feira aos cinemas e os fãs não vão ficar nada desiludidos!

Vocês já sabem que inicio sempre as minhas opiniões com um parágrafo relativamente às minhas expetativas em relação ao filme que estou a escrever sobre. Quando vi o trailer de Furiosa, não fiquei muito entusiasmada porque achei que tinham revelado demais. Mas fiquei muito curiosa para ver como iriam trabalhar o passado de uma das personagens que mais nos marcou em 2015 (e acho que até aos dias de hoje!).

Contudo, o filme acabou por superar completamente as minhas expetativas, o que não é difícil porque vindo do George Miller, não se podia esperar algo mau, pelo menos no que toca ao Mad Max.

Ao longo das duas horas e meia de filme estão 15 anos da vida de Furiosa: desde criança, com a interpretação de Alyla Browne até uma versão mais jovem adulta com a interpretação de Anya Taylor-Joy.

Para mim, Alyla Browne já não era uma novidade. Já tinha visto duas séries com ela (Nine Perfect Strangers e The Lost Flowers of Alice Hart) e ela já me tinha surpreendido em ambas. Agora aqui interpreta a versão mais nova possível de Furiosa e fá-lo com excelência. Para já, as semelhanças com a Anya são inegáveis. Por momentos achei mesmo que era ela com CGI em cima. E depois, com muitos poucos diálogos, ela aguenta uma hora (mais ou menos) de filme, apenas utilizando as expressões intensas da sua cara. Parece-me que ainda vamos ouvir falar muito desta menina e leram aqui primeiro!

Quem ouvimos falar muito desde o sucesso mundial, The Queen’s Gambit, é Anya Taylor-Joy. Acho que ninguém ficou desiludido com a escolha da atriz para interpretar a versão jovem adulta da Charlize Theron, porque todos (re)conhecem o talento que ela tem. Aqui, à semelhança de Alyla, acaba por ter poucos diálogos dentro do que costuma ser normal, mas as suas expressões e posturas comunicam por si. Para além de que ambas, em todas as cenas de ação, estão incríveis.

Não há como não tirar o chapéu a Anya com esta personagem. Apesar de termos a personagem de Charlize como base e inspiração, ela conseguiu transformar a Furiosa um pouco sua também, dando-lhe um toque especial.

Quem rouba cenas é realmente Chris Hemsworth. Num mundo caótico, em que a personagem dele, o Dementus, tem uma sede de poder impressionante, a loucura que esta personagem tem acaba por funcionar muito bem com o ator. Ao início achei que ia ser mais um Fat Thor mas ele consegue mesmo tornar-se num vilão incrível ao longo do filme, que nos dá a volta a barriga. É, sem dúvida, umas das melhores personagens que Chris já interpretou, embora o Thor vá ter sempre um lugar especial no meu coração. Ah, não podia deixar de mencionar que a sua mulher (Elsa Pataky) também está presente no filme com dois papéis!

Quanto à realização, George Miller voltou a conseguir trazer-nos toda a emoção e ação que vivemos em 2015 com a estreia de Mad Max: Fury Road. O filme tem atenção aos detalhes de alguns elementos do filme original, o que foi bastante interessante porque mesmo que não tenhamos revisto o filme, acabamos por nos ir lembrando de algumas coisas! E foram duas horas e meia que nunca aborreceram, estivemos sempre com coisas a acontecer e nada serviu para “encher chouriços”.

Adorei tudo o que foram cenas de ação que, embora bem menos que em Mad Max, chegaram perfeitamente para entendermos as motivações de Furiosa, o que é que ela está disposta a fazer para sobreviver e para nos deixar com água na boca para marcamos uma sessão à noite para revermos o original. Muito bem conseguidas as cenas, seja a nível de cinematografia, figurinos, efeitos práticos e o próprio elenco.

A única coisa que não adorei foi o CGI. Em 2015, os efeitos especiais foram usados para melhorar o impacto dos efeitos práticos, principalmente. Neste filme, sinto que houve muitas cenas em que notei perfeitamente que eram feitas com CGI e já não devia acontecer tanto. Não belisca em nada o filme, mas prefiro quando não reparo!

Mas tenho de enaltecer o som. Que maravilha! Claro que ajudou eu ter visto em IMAX, e recomendo desde já que o façam também, mas o som é muito realista – cada disparo, cada motor da mota ou várias motas em uníssono, a Máquina de Guerra… tudo está no ponto perfeito. Temos momentos em que temos muita ação e vários sons a acontecer como do nada passamos para um silêncio absoluto e são estas mudanças que vão mantendo o tom ao longo do filme.

Furiosa é então uma história muito bem contada sobre vingança, com uma construção de personagem que, eu pelo menos, já queria ver há muito tempo porque a partir do momento em que lhe adicionamos este background, apaixonamo-nos ainda mais por esta personagem.

Vão ver este filme no melhor ecrã possível!

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