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15,5 milhões de espectadores foram aos cinemas portugueses em 2019

by Miguel Revel

A marcar um aumento de 5% na ida aos cinemas portugueses, o número de espectadores superou os 15,5 milhões de pessoas, com uma receita bruta de 83,1 milhões €.

Joker, NOS Audiovisuais (Warner Bros.)

O top dos filmes mais vistos foi liderado por “O Rei Leão”, visto por 1.280.519 espectadores (batendo o anterior recorde de 1.207.749 espectadores de “Avatar”), seguido por “Joker” com 895.903 espectadores (entretanto o filme já ultrapassou em 2020 os 912 mil) e “Vingadores: Endgame” com 670.551 espectadores a verem o culminar de mais de uma década de Marvel Cinematic Universe.

Avengers: Endgame, NOS Audiovisuais (Disney)

O ano foi ainda marcado por animações da Disney (“Frozen II” – 485 mil e “Toy Story 4” – 400 mil), live-actions da Disney (“Dumbo” – 295 mil e “Aladdin” – 293 mil) e outros blockbusters da Marvel (“Homem-Aranha: Longe de Casa” – 334 mil e “Captain Marvel” – 287 mil).

As grandes surpresas foram, para além de um êxito estrondoso de “Joker”, “Era Uma Vez em… Hollywood” de Quentin Tarantino, a fechar o top 10 em Portugal com mais de 280 mil espectadores e “Variações” sobre o cantor icónico António Variações foi visto por 278 mil espectadores (11º lugar).

Variações, NOS Audiovisuais

Por falar em cinema português, as produções nacionais estão de parabéns com bons resultados para “Snu” (romance de Snu Abecassis e Francisco Sá Carneiro) 82 mil espectadores, “A Herdade” (apresentado nos festivais de Veneza e Toronto com aclamação da crítica) 74 mil espectadores, “Tiro e Queda” (comédia… de qualidade inferior, há que admitir) 43 mil espectadores e “Tony” (documentário sobre Tony Carreira) 40 mil espectadores.

“Diamantino” foi infelizmente uma desilusão com apenas 10 mil espectadores, para um épico de comédia e ficção científica aclamado internacionalmente e vencedor do Grande Prémio da Semana da Crítica em Cannes e nomeado a Melhor Comédia nos European Film Awards. O resultado é semelhante aos 7 mil espectadores do biopic de Eusébio “Ruth”, em mais um mau resultado para filmes com tema de futebol.

Green Book, PRIS Audiovisuais

“Green Book: Um Guia para a Vida”, o vencedor dos Óscares foi visto por 180 mil espectadores, mais 50 mil que o vencedor anterior “A Forma da Água” e mais 100 mil que “Moonlight” há 2 anos.

Por outro lado, o spin-off “Velocidade Furiosa: Hobbs & Shaw” sofreu um bocado por não ter sido exibido nos cinemas NOS com 276 mil espectadores, ficando muito atrás dos valores de “Velocidade Furiosa 8” (788 mil espectadores). Numa quebra menor “IT: Capítulo 2” teve 210 mil espectadores, 3 mil a menos que “IT” e “Assalto ao Poder” com 200 mil espectadores, ficou 17 mil abaixo de “Assalto a Londres”.

Hobbs & Shaw, NOS Audiovisuais (Universal)

Para além de “Hobbs & Shaw”, outros filmes embrulhados na confusão da Universal vs NOS foram “Downton Abbey” (pouco mais de 55 mil espectadores) “Abominável” (50 mil espectadores, muito abaixo dos outros filmes da DreamWorks), “Last Christmas” (cerca de 30 mil espectadores) e “Cats” (a estreia nem chegou aos 8000 espectadores e desapareceu das tabelas com 42 pessoas e um acumulado de apenas 14 mil ao fim de 1 mês).

Em termos de distribuição, os filmes da NOS Audiovisuais foram vistos por mais de 10 milhões de espectadores (70,8% do mercado), seguidos pela Big Picture Films (2,3 milhões), PRIS Audiovisuais (861 mil), Cinemundo (724 mil) e Outsider Films (181 mil). O maior aumento foi o da Leopardo Filmes, +65% relativamente a 2018, num total de quase 120 mil espectadores, um valor impulsionado por “A Herdade”. A maior quebra foi da Big Picture Films, -35,2%, afetada pela compra da 20th Century Fox pela Walt Disney Pictures, que alterou o calendário de estreias da exibidora.

A Herdade, Leopardo Filmes

Quanto aos exibidores, mais uma vez os Cinemas NOS foram a principal escolha dos consumidores com 9,2 milhões de espectadores, o que representa 59,7% do mercado português. O 2º lugar é da UCI, que com apenas 3 cinemas atraiu 1,76 milhões de pessoas. Em 3º lugar os 14 cinemas da CinePlace com 1,75 milhões de espectadores e em 4º os 6 Cinema City com 1 milhão de espectadores. Aqui destaca-se a quebra de 48,6% da Medeia Filmes, fortemente afetada pelo encerramento para obras das quatro salas do Cinema Medeia Monumental.

Por fim, o cinema norte-americano tem uma quota de mercado de 74,8% com 11,6 milhões de espectadores, valores que sobem para 85,8% quando se acrescenta as co-produções EUA/Europa (13,3 milhões de espectadores). O cinema europeu ficou-se pelos 12,1% (1,8 milhões de pessoas).

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