Daisy Jones & The Six – Crítica Série

Daisy Jones & The Six chega amanhã à Prime Video e é inspirada no livro bestseller homónimo de Taylor Jenkins Reid. Com um elenco que chama à atenção, será que é uma série que vai agradar todos os que não leram o livro?

Embora tenha lido o livro, principalmente porque esta série ia sair, vou tentar abster-me do que li para fazer esta crítica porque como já sabemos, há sempre diferenças notórias quando existe uma adaptação para o pequeno/grande ecrã de livros que conquistaram uma grande audiência. O mais importante é saber se lhes fazem jus e nisto, a série faz jus ao que Reid escreveu.

A série passa-se essencialmente na década dos anos 70 e acompanha a vida da Daisy Jones e da banda fictícia chamada The Six. Mais tarde, quando fazem a fusão, tornam-se na banda de rock ‘n’ roll mais famosa, com o álbum Aurora , top de vendas e movedor de multidões para concertos esgotados. Podem ouvir a adaptação deste álbum para a série aqui enquanto leem a restante crítica (não terá spoilers).

A série terá os seus primeiros três episódios a estrear amanhã, dia 3 de março, e será uma série com episódios todas as sextas-feiras. Tendo assistido à série, vou dar uma review muito geral, e mais tarde no tempo, focar-me-ei em algumas comparações com o livro.

A primeira coisa que gostei muito na série foi da escolha do elenco. Embora não passem tanto por uma banda de rock ‘n’ roll como as que conhecemos daquela década, são tal e qual como os imaginem e perfeitos para as suas personagens.

Riley Keough, neta do icónico Elvis Presley, traz uma Daisy Jones espontânea, que não se preocupa muito com o que os outros acham dela (no geral) e é altamente teimosa. Sabe o que quer, como quer, e não deixa que ninguém a subestima. Riley mostra também que a música lhe corre nas veias como correu no seu avô, mostrou-nos a sua voz fantástica que me conquistou logo no trailer com a música Look at Us Now.

Já o conhecido Sam Claflin está tal e qual o Billy Dunne. É também muito teimoso como a Daisy, sabe que tem talento e embora não saiba sempre o que quer, sabe perfeitamente as escolhas que tem de fazer para a sua vida. E sim, quando vemos Billy Dune e Daisy Jones a cantar juntos, há sem dúvida magia a acontecer.

Depois no restante elenco temos Suki Waterhouse a interpretar a teclista Karen, uma mulher independente e que adora a vida de estar numa banda; Will Harrison a interpretar o Graham Dunne, um rapaz com um grande amor ao seu irmão e que se diverte a tocar na sua guitarra; Josh Whitehouse no papel de Eddie Roundtree, o baixista que tem a maior implicação com Billy Dune e Sebastian Chacon a interpretar Warren Rojas, o baterista que só quer aproveitar o momento e a oportunidade de estar nesta banda. E claro, a Nabiyah Be no papel de Simone Jackson, cantora e melhor amiga de Daisy Jones. Elas têm uma relação que nos faz sentir felizes por a Daisy ter alguém que a apoia incondicionalmente, venha o que vier.

Embora todos eles estejam incríveis nos seus papéis, tenho realmente de destacar Camila Morrone no papel de Camila Dunne, porque mesmo que não esteja na banda, conseguimos perceber o quanto ela leva a mesma como família e como tenta ser o elemento abre olhos para todos eles, e fiquei bastante surpreendida porque a personagem tinha de ter alguma garra e a Camila sem dúvida que conseguiu trazer isso.

Sebastian Chacon (Warren), Sam Claflin (Billy), Camila Morrone (Camila), Josh Whitehouse (Eddie), Will Harrison (Graham)

Quando li o livro, imaginei como seriam as músicas que tanto falavam nele e fiquei super viciada na Look At Us Now (Honeycomb) que acho que foi a escolha perfeita para os trailers que vimos desta série. Mas todas as músicas foram bem conseguidas e sem dúvida que vou ouvir o Aurora em loop!

Quanto a questões mais técnicas, tal como no livro, gostei que mantivessem o formato entrevista porque acho que essa foi a magia do livro e também é um pouco a magia da série, e a nível de argumento acho que conseguiu tocar nos pontos chave do que já está escrito, e como tal não vai desfalcar os fãs da obra. As cores da série transportam-nos para a década de 70 juntamente com os figurinos e com os acessórios usados ao longo dos episódios.

Acima de tudo, é uma história em que se abordam temas como a perda, as escolhas que podem ter grandes consequências na nossa vida, sobre amor, sobre família, sobre relações tóxicas, sobre vícios e, claro, sobre música.

É sem dúvida uma série muito fácil de se ver e que vai conquistar o público, por isso não deixem de acompanhar. Os três primeiros episódios ficam disponíveis amanhã e são 10 episódios no total. Divirtam-se tanto como eu me diverti com esta banda porque foi mesmo muito entusiasmante acompanhar o crescimento dela!

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