Chip ‘n’ Dale: Rescue Rangers – Crítica Filme

Chip ‘n Dale: Rescue Ranger é o grande filme da Disney que não parece da Disney. Um filme com vários cameos inacreditáveis, humor adulto e uma aventura que com certeza irá divertir o espectador.

Depois do sucesso da série de 1989, e após várias participações ao longos dos anos em animações do incrível universo do Mickey Mouse, Pato Donald, etc, “Chip ‘n’ Dale” (como conhecido internacionalmente) ganha a sua primeira versão em Live-Action que ao que parece, não prometia nada mas que entregou material bastante interessante para os fãs da dupla.

Depois de assistir ao filme, comparando com filmes como, “Space Jam (1996)” e “Who Framed Roger Rabbit? (1988)”, “Chip ‘n’ Dale: Rescue Rangers”, este novo longa é um pouco abaixo do nível esperado em relação aos filmes mencionados (talvez se compare com “Tom & Jerry”: O Filme), no entanto é uma ótima surpresa que faz com que o espectador, seja qual idade tiver, se divirta e fique feliz com a experiência.

Este novo filme, que é a continuação da animação de 1989, não entrega mais do que esperado a nível narrativo, tendo mais uma história clichê de detetives, com uma abordagem cliché e um plot previsível, onde os nossos amigos protagonistas têm de decifrar o desaparecimento de um dos seus amigos de longa data.

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Apesar da previsibilidade narrativa, “Chip ‘n’ Dale” entrega bons momentos da dupla, bons momentos de comédia, uma banda sonora que não desilude (com até algumas referências a músicas antigas do Disney Afternoon) e especialmente, uma boa dose de referências que vai certamente deixar o público de boca aberta.

No entanto, o filme também peca novamente na relação entre os humanos e os personagens animados (algo que contrariamente em ‘Roger Rabbit’ eles acertaram na ‘mouche’). Exemplo disso é o que acontece com a personagem “Ellie” (interpretada pela atriz KiKi Layne), uma detetive que cai no erro do cliché e afirma-se uma super fã da dupla, que chega a ser uma personagem aborrecida, que não oferece nada de interessante e ainda por cima não tem carisma nenhum, fazendo por vezes parecer que a própria, fala com os personagens animados numa velocidade lenta enquanto o resto está a ir a velocidades rápidas e acessíveis ao enredo.

Resumindo, “Chip ‘n Dale: Rescue Ranger” é um filme divertido, que faz o espectador fixar o ecrã mas que cai nos erros dos mais diversos filmes do género, e que se não fosse pelos cameos, poderia cair muito no esquecimento do público.

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