Bridgerton – Temporada 2: Uma temporada entusiasmante e que manteve a qualidade

Bridgerton. (L to R) Simone Ashley as Kate Sharma, Jonathan Bailey as Anthony Bridgerton in episode 204 of Bridgerton. Cr. Liam Daniel/Netflix © 2022

Caros leitores, Bridgerton está de volta à Netflix, com a sua segunda temporada no dia 25 de março! Depois do sucesso da primeira temporada, será que Shondaland voltou a conseguir entregar-nos uma temporada apaixonante?

Em Dezembro de 2020, escrevia-vos sobre a primeira temporada de Bridgerton, um drama de época apaixonante que me conquistou a mim e a todos os que fizeram desta série produzida por Shonda Rhimes um enorme sucesso no final desse ano. Agora com a estreia da segunda temporada, escrevo-vos que Bridgerton manteve a qualidade e fascinou-me tanto quanto há dois anos atrás.

Esta crítica não vai conter spoilers.

Não sou nenhuma Lady Whistledown para vos contar os mexericos todos desta temporada mas posso dizer-vos que, sem dúvida, vai mexer com os vossos sentimentos todos – seja para a gargalhada, seja para a choradeira. Eu na outra temporada nem tinha chorado assim tanto e nesta deparei-me a chorar episódio sim, episódio não.

Se na primeira temporada seguimos Dafne, o diamante da temporada de debutantes, e o seu romance com Simon, aqui temos, à semelhança do segundo livro de Julia Quinn, um foco maior no irmão mais velho, Anthony e no seu dever para com a família Bridgerton agora que ele declarou as suas intenções de encontrar a sua viscondessa. Mas as coisas complicam-se quando aparecem as irmãs Sharma, a Edwina e a Kate, que prometem trazer um rebuliço a esta temporada.

Gostei muito de ver mais um bocado do Anthony e as razões pela qual ele toma algumas decisões, porque acabamos por ter uma visão sobre os acontecimentos do dia da morte do seu pai e a própria relação que ele tem com a sua mãe depois do acidente.

Bridgerton. (L to R) Simone Ashley as Kate Sharma, Jonathan Bailey as Anthony Bridgerton in episode 201 of Bridgerton. Cr. Liam Daniel/Netflix © 2022

A química entre Anthony e Kate está muito bem conseguida, assim como toda a tensão que há à volta da relação deles em que estão mais tempo irritados um com o outro do que outra coisa e isso trouxe uma dinâmica muito engraçada embora toda a história à volta delas seja um bocado slow burn, mas nem é daqueles que se torna enfadonho, mas sim daqueles que mexem connosco, que nos fazem torcer mais, que fazem com que queiramos que as coisas aconteçam.

Acho que a representação de Simone Ashley, que nos trouxe uma Kate assertiva, sempre com uma palavra na ponta da língua e com um escudo imaginário mas com a qual nos acabamos por identificar muito, também ajudou muito a que ficássemos com o nosso coração desta forma. A relação que Kate e Edwina têm como irmãs também foi muito bonita de se ver e é com este trio que vemos algumas temáticas que nos levam ao extremo das emoções a serem colocadas em cima da mesa, como o amor e a família.

Para além deste trio principal, temos um foco também em Eloise, que nesta temporada é apresentada como debutante mas quem já conhece o feitio de Eloise já sabe o que é que a casa vai gastar, especialmente com todos os pensamentos que ela tem e, principalmente, com a sua insistência em descobrir quem é a Lady Whistledown. Inevitalmente, a família Featherington também aparece muito nesta temporada, principalmente mas não exclusivamente, por causa de Penelope que teve uma grande revelação no final da 1ª temporada.

Bridgerton. (L to R) Simone Ashley as Kate Sharma, Charithra Chandran as Edwina Sharma in episode 201 of Bridgerton. Cr. Liam Daniel/Netflix © 2022

Mais uma vez os figurinos estão super bonitos e elegantes, dando-nos mesmo vontade de nos teletransportarmos para aquela época só para usar aqueles vestidos/fatos. Os cenários estão completamente fantásticos e maravilham-nos ao vermos as cenas mais belíssimas de bailes ou passadas no interior das casas das famílias da alta sociedade.

A banda sonora continua maravilhosa. Temas como Wrecking Ball, Material Girl, What About Us entre outros são completamente transformados em composições com violinos e pianos que se ajustam na perfeição tanto à cena como à época em que a série se passa. Mais uma vez, escolhas que nunca pensávamos que encaixariam, fazem-nos cantarolar, bater o pé ao ritmo da música mas também nos emocionam, uma vez que são escolhidas de forma a serem essenciais que vemos, quase como se refletissem a cena em si ou o que os personagens sentem e isso é a magia da música numa série ou filme, para mim.

Eu gostei mais desta temporada porque me deixou agarrada ao ecrã e porque conseguiu colmatar as falhas que a primeira temporada tinha tido (que não eram muitas). Trouxe-nos histórias interessantes e abriu-nos o apetite para as próximas duas temporadas, que já estão confirmadas. Eu não consegui largar o botão do próximo episódio e tenho a certeza que a partir do momento em que carregarem no play, também não vão conseguir por isso preparem-se para um fim de semana no sofá!

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