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Black Panther: Wakanda para sempre!

by The Golden Take

Black Panther era um dos filmes mais aguardados de 2018 e foi o primeiro a abrir caminho para os que irão estrear até ao final do ano.  Conquistou o público e as bilheteiras por ser um filme de super-heróis que prima por valores como a cultura e a identidade. 

(E não, eu não vi o filme só agora.)

Este é daqueles filmes que não é preciso ser-se fã da Marvel para gostar do que se vê porque é um filme que vai para além dos super-heróis. Destaca-se por ser uma homenagem à cultura africana enquanto tem o seu espaço para críticas à sociedade. Apesar disto, um dos principais objetivos é, sem dúvida, mostrar-nos a origem de Black Panther e, claro, fazer a ponte para acontecimentos futuros no universo da Marvel.

A primeira vez que conhecemos T’Challa (Chadwick Boseman) é em Captain America: Civil War no qual assistimos à morte do seu pai. No decorrer desses acontecimentos, ele tem de regressar à sua terra para subir ao trono e suceder o seu pai como Black Panther, o protector de Wakanda.

Mas apesar de todos acharem que este lugar é uma zona pobre em África, Wakanda é, na realidade e escondida aos olhos do mundo, uma nação altamente tecnológica devido ao vibranium, o metal mais poderoso, que está presente nas montanhas. Sim, o mesmo metal de que é feito o escudo do Capitão América e o fato do super-herói africano.

É ali que conhecemos a recém-viúva e mãe de T’Challa, a rainha Ramona (Angela Bassett) e a princesa mas também mestre de toda a tecnologia de Wakanda, Shuri (Letitia Wright). Ao lado do rei, temos Nakia (Lupita Nyong’o), a sua ex e aquela que lhe diz o que ele por vezes não quer ouvir e Okoye (Danai Gurira), uma das mais fiéis e temíveis guerreiras Dora Milaje. E W’Kabi (Daniel Kaluuya), um defensor de unhas e dentes de Wakanda mas com algumas “prioridades trocadas”.

À medida que o filme decorre vamos conhecendo as outras tribos e os seus líderes, isto porque, apesar de o título de rei ser hereditário, há todo um ritual e um desafio que tem de ser ultrapassado para que a sucessão ao trono seja feita da maneira mais justa, isto é, se houver alguém que queira lutar pelo seu lugar no trono, tem de derrotar, neste caso, T’Challa.

E há duas pessoas que tentam, sendo uma delas o vilão do filme, Killmonger. Interpretado por Michael B. Jordan, não é ousado dizer que esta personagem consegue mesmo ficar com maior parte do protagonismo do filme porque de certa forma entendemos as suas motivações e ficamos solidários com a história dele.

Erik é nada mais nada menos do que primo de T’Challa, nascido e criado na América onde se tornou mercenário, assinalando cada vida que tirou no seu corpo com uma cicatriz queloide, e logo aí percebemos que ele não está no mood para brincadeiras e que treinou toda a sua vida para aquele momento em que vai reclamar o trono, lutando contra o rei.

Apesar de não ser o vilão mais reconhecido do filme, não nos podemos esquecer da performance de Andy Serkis no papel do traficante Ulysses Klaue, o “ex-patrão” de Erik. Ainda fazendo parte do elenco, chamar a atenção também para Forest WhitakerMartin Freeman e Sterling K. Brown, todos com uma prestação curta mas importante.

O filme tem humor, tem o seu toque de afrofuturismo e ainda dá destaque às mulheres de Wakanda que merecem esse reconhecimento. Não falta acção e toda a que há está bem executada, os efeitos visuais estão visualmente impecáveis mas ainda temos de falar sobre todo o ambiente criado pela cinematógrafa Rachel Morrison mas também pelo realizador Ryan Coogler.

É impressionante o facto de que mal temos um vislumbre da densidade florestal de Wakanda e de tudo o que ali habita, parece que conseguimos respirar ar puro no meio do cinema ao mesmo tempo que sentimos que estamos noutro planeta. Somos mesmo transportados para o coração da terra da pantera negra e sem nos apercebermos disso, estamos estupefactos com o que estamos a ver.

Quanto à banda sonora, produzida por Kendrick Lamar com artistas como The Weeknd, Khalid, entre outros, é poderosa, faz-nos vibrar, resulta muito bem porque representa bem o espírito de Wakanda.

Já se esperava que Black Panther fosse surpreender o público. Surpreendeu tanto que passou a marca de 1 bilião de dólares no Box Office Internacional, nem um mês depois da sua estreia. É um dos melhores filmes da Marvel até agora, a nível técnico principalmente, e apesar de ser um blockbuster, marca um ponto de viragem neste universo no que toca a abordagem de temas sociais e culturais.

Só me resta dizer: Wakanda forever!

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