Uma mistura entre maus filmes e filmes medianos que ficaram aquém das expectativas formam este top 15 de desilusões de 2025 votado pela equipa do The Golden Take.
#15 – Fountain of Youth (60 pontos)
Apple TV, de Guy Ritchie, com John Krasinski, Natalie Portman e Eiza González
Sinopse: Dois irmãos unem-se numa caça global à lendária Fonte da Juventude.
Guy Ritchie prometia um filme de grande escala à Indiana Jones, mas apesar de um bom elenco e do vasto orçamento ser visível em certas sequências, faltou inspiração na escrita do argumento.
#14 – Mountainhead (60 pontos)
HBO Max, de Jesse Armstrong, com Steve Carell, Jason Schwartzman e Cory Michael Smith
Sinopse: Um grupo de bilionários reúne-se num retiro de luxo enquanto o mundo enfrenta uma crise profunda. A tensão cresce à medida que o cinismo e o ego entram em choque.
As expectativas eram muito altas para o primeiro projeto de Jesse Armstrong desde o fim da magnífica série “Succession” e embora o filme tenha um conceito excelente, o desenrolar da trama é simplesmente pobre.
#13 – Honey Don’t! (60 pontos)
Cinemas, de Ethan Coen, com Margaret Qualley, Aubrey Plaza e Chris Evans
Sinopse: Uma detetive privada envolve-se num caso peculiar ligado a um culto religioso suspeito.
Segundo filme da trilogia ‘Filmes de série B com lésbicas’ (sim, é mesmo este o nome da trilogia), Ethan Coen consegue fazer pior que “Drive-Away Dolls”.
#12 – Captain America: Brave New World (60 pontos)
Cinemas, de Julius Onah, com Anthony Mackie, Harrison Ford e Danny Ramirez
Sinopse: Sam Wilson assume plenamente o manto de Capitão América num mundo politicamente instável. Novas ameaças globais testam o significado do símbolo que representa.
Numa Marvel praticamente à deriva desde “Avengers: Endgame”, “Brave New World” é o resultado martelado à força que é obtido quando os produtores mudam constantemente de rumo e acreditam que reshoots salvam tudo, só que não.
#11 – Another Simple Favor (70 pontos)
Amazon Prime, de Paul Feig, com Blake Lively, Anna Kendrick e Michele Morrone
Sinopse: Stephanie e Emily voltam a cruzar-se, desta vez num cenário internacional cheio de luxo e crime.
No meio de um turbulento processo muito mediatizado, Blake Lively regressa aos ecrãs com uma personagem problemática numa sequela muito inferior ao primeiro filme.
#10 – Until Dawn (80 pontos)
Cinemas, de David F. Sandberg, com Ella Rubin, Michael Cimino e Odessa A’zion
Sinopse: Um grupo de jovens viaja até uma estância remota um ano após o desaparecimento trágico da irmã de um deles, cuja última localização conhecida foi nessa aldeia.
Quando os momentos mais assustadores do trailer revelam-se no filme como uma curta montagem de clips a passar no telemóvel de uma personagem a desilusão é grande.
#9 – A Big Bold Beautiful Journey (80 pontos)
Cinemas, de Kogonada, com Colin Farrell, Margot Robbie e Phoebe Waller-Bridge
Sinopse: Dois estranhos embarcam numa viagem inesperada que os obriga a confrontar escolhas do passado.
“Columbus” e “After Yang” são duas pérolas do cinema recente que infelizmente passaram demasiado despercebidas. Infelizmente, o novo filme de Kogonada teve mais destaque por tudo o que não cola nesta viagem que deveria ter sido mais ousada emocionalmente.
#8 – Rumours (80 pontos)
VOD, de Guy Maddin, Evan Johnson e Galen Johnson, com Cate Blanchett, Alicia Vikander e Charles Dance
Sinopse: Líderes das maiores potências mundiais reúnem-se numa cimeira isolada que rapidamente descamba no absurdo quando ocorre um inesperado cataclismo.
Mais um exemplo de um bom conceito de sátira política que fica com as ideias à deriva enquanto se perde em manias e tiques das suas personagens. Uma comédia do G7 com zombies que explodem ao masturbar-se, podia ser arrojada e divertida… podia.
#7 – Snow White (80 pontos)
Cinemas, de Marc Webb, com Rachel Zegler, Gal Gadot e Andrew Burnap
Sinopse: Uma jovem princesa, Branca de Neve, desafia a tirania da Rainha Má.
Colocando todas as polémicas de parte (algumas eram justificadas, muitas eram claramente de quem não viu o filme), o problema com esta nova versão de “Snow White” é que falta profundidade às personagens e falta levar até ao fim as decisões tomadas. Parece que os produtores se arrependeram durante o caminho, mas que só refizeram as coisas pela metade.
#6 – G20 (90 pontos)
Amazon Prime, de Patricia Riggen, com Viola Davis, Anthony Anderson e Marsai Martin
Sinopse: Durante uma cimeira do G20, um ataque terrorista coloca líderes mundiais em perigo. A Presidente dos EUA é forçada a usar todas as suas capacidades para proteger a família e evitar uma catástrofe global.
Há filmes passáveis que rapidamente esquecemos e há filmes que nos irritam solenemente com a quantidade de decisões erradas tomadas pelas personagens.
#5 – Novocaine (90 pontos)
Cinemas, de Dan Berk e Robert Olsen, com Jack Quaid, Amber Midthunder e Ray Nicholson
Sinopse: Um homem incapaz de sentir dor vê essa condição tornar-se uma arma inesperada quando é arrastado para uma situação violenta.
O conceito era promissor e Jack Quaid está bem no papel, mas o resultado desilude por ser tão simples e genérico.
#4 – Tron: Ares (120 pontos)
Cinemas, de Joachim Rønning, com Jared Leto, Greta Lee e Evan Peters
Sinopse: Um programa altamente avançado escapa do mundo digital para o real, marcando o primeiro contacto direto da humanidade com seres de IA. As fronteiras entre utilizador e sistema começam a desaparecer.
Após “Tron: Legacy” havia uma ideia para uma sequela, mas o baixo retorno financeiro fez com que a Disney colocasse tudo em pausa. Infelizmente, 15 anos depois decidiram ressuscitar o projeto mas com outra ideia, ultrapassada e genérica, com personagens descartáveis. A única coisa que se salva é a excelente banda sonora dos Nine Inch Nails.
#3 – The Electric State (180 pontos)
Netflix, de Anthony Russo e Joe Russo, com Millie Bobby Brown, Chris Pratt e Stanley Tucci
Sinopse: Numa América alternativa e retrofuturista, uma adolescente parte numa viagem pelo país à procura do irmão desaparecido. Pelo caminho, descobre um mundo dominado por tecnologia abandonada e segredos sombrios.
O romance distópico e melancólico de Simon Stålenhag merecia muito, mas mesmo muito mais. Os 320 milhões $ que fazem deste desastre um dos filmes mais caros de sempre deixam-nos desiludidos com o modelo atual de argumentos genéricos da Netflix. Estaria mais alto nesta lista se vários dos membros da nossa equipa não tivessem sido desencorajados de o ver por quem passou pela experiência.
#2 – War of the Worlds (200 pontos)
Amazon Prime, de Rich Lee, com Ice Cube, Eva Longoria e Michael O’Neill
Sinopse: Uma nova invasão alienígena apanha a humanidade desprevenida. A luta pela sobrevivência desenrola-se em tempo real, entre o caos e a desinformação.
Para muitos este é o raro caso de um filme tão mau que é bom, para outros é só mau mau mau. Muitas foram as gargalhadas perante um Ice Cube desesperado diante de um ecrã de computador. Ficam frases icónicas como: “IT’S YOU! IT’S YOUUUUUU!” “Move, bitch! Get out the way!” “Let’s disrupt some shit.” “PRIME AIR???” “I don’t have alien invasion insurance!” “TOUCHDOWN! Kiss my ass, Briggs!”
#1 – A Minecraft Movie (220 pontos)
Cinemas, de Jared Hess, com Jason Momoa, Jack Black e Emma Myers
Sinopse: Num mundo cúbico onde a criatividade é a chave para sobreviver, um grupo improvável de heróis tenta salvá-lo de uma ameaça devastadora.
Nos EUA foi a loucura com chicken jockey. O resto do mundo foi às salas descobrir do que se tratava e muitos saíram desapontados. Pelo menos aqui na equipa, apesar de um mundo Minecraft bem criado, achámos que a maioria das piadas não resultou de todo e numa comédia isso é o mais importante. Mas por favor, queremos um spin-off do romance da Jennifer Coolidge com o Matt Berry, já!
