Random Takes: Qual o filme de Harry Potter que tem a Pior Banda Sonora?

Entre maravilhar, chocar, rir ou chorar – todo o amante de Harry Potter já teve todo o tipo de sentimentos devido à banda sonora dos filmes. Mas será que conseguimos escolher a pior de todas?

Quase 2 décadas após a estreia do primeiro filme e Harry Potter continua a ser uma referência reconhecida mundialmente no que toca à cultura pop, especialmente na sétima arte. É um universo que criou fãs nos quatro cantos do Mundo, não conseguindo deixar ninguém indiferente ao seu sucesso.

Seja pelo mundo mágico e todas as suas criaturas fantásticas, as suas personagens emblemáticas ou os temas subliminares de amizade e amor, tudo no Universo Potter foi construído para conseguir deixar o espectador satisfeito e, ao mesmo tempo, a desejar por mais. 

E muita da magia e do encanto enraizado nos filmes advêm da sua banda sonora, principalmente quando esta estava nas mãos do lendário compositor John Williams. Encarregue da banda sonora dos 3 primeiros filmes da saga, Williams criou a fundação pela qual toda a música dos outros filmes se inspiraram e se guiaram. Com um condão para a criação de peças orelhudas e magistrais, muitos foram os temas que saíram destes 3 filmes que, não só encaixam como uma luva nos respectivos filmes, como transcendem a sua origem e ganham asas por si mesmos – exemplo perfeito disso é o “Hedwig´s Theme”, que serve agora como um porta-estandarte de todo o Universo Potter. 

Com o avançar do tempo, novos realizadores ficaram a cabo de restantes filmes da saga e, com eles, outros compositores vieram ocupar a cadeira de Williams como os maestros que comandavam a orquestra. Com a saída de Williams veio Patrick Doyle, que fez a música para o 4º filme, Nicholas Hooper, 5º e 6º filme, e Alexander Desplat, que ficou a cargo dos últimos dos filmes. 

Todos deram um contributo diferente à música da saga, com novas abordagens e novos pontos de vista sobre como construir as peças musicais para os filmes. E, com uma crescente escuridão a sobrevoar todo o enredo, a música acompanhou este amadurecimento da história com temas mais sóbrios e menos alegres, envolvendo o espectador de um modo emocionalmente devastador. 

Certamente que, no meio de tantas partituras, notas, compassos e ritmos, houve momentos geniais mas também houve muito potencial não alcançado e momentos que não se destacam tanto pela qualidade expectável, a qual Harry Potter já nos tinha habituado. 

De notar que, em 8 filmes  – sem contar com o spin-off de “Monstros Fantásticos” -, não existe nenhuma banda sonora que possa ser considerada de má ou de razoável. Todas têm o algo para oferecer ao espectador, todas dão “ar de sua graça”. 

Assim, no meio de tanta maestria musical, qual o filme da saga Harry Potter em que a magia auditiva não é tão proeminente? Qual o filme em que a banda sonora é vista como a menos apetecível de todas?

Ora bem, façamos bem as contas e vamos excluindo cada os filmes, de forma a chegar a uma conclusão que faça sentido. 

John Williams está no topo da lista. As peças que ele criou nos 3 primeiros filmes foram pilares que perduram até aos dias de hoje. Para além de que a complexidade das peças foram evoluindo ao longo dos 3 filmes, sendo que culminou naquela que é, na minha opinião, a melhor banda sonora da saga em “O Prisioneiro de Azkaban”. Portanto, Williams está excluído. 

Segue-se Alexander Desplat e o seu incrível trabalho nos dois últimos filmes da saga. Ambas as bandas sonoras dos dois “Talismãs da Morte” foram nomeadas para vários prémios na categoria de Melhor Banda Sonora no respectivo ano em que saíram. Seja a fazer referências a outras peças musicais dos filmes anteriores ou a criar novas peças incríveis (como por exemplo a “Lily´s Theme”), Desplat fez um trabalho tremendo e destaca-se como um dos melhores compositores para filmes deste universo. 

A seguir na contagem encontra-se Patrick Doyle na sua única contribuição para esta universo no “Cálice de Fogo”. Com o difícil desafio de substituir John Williams quando este decidiu sair, Doyle considerou que nunca conseguiria fazer um trabalho ao nível de Williams e decidiu fazer a obra musical à sua maneira. Com uma maior experimentação e um tom mais sombrio, sem nunca esquecer a leviandade de tudo, Doyle conseguiu criar temas novos que trazem certo impacto para o filme – como o caso a música que representa a Bulgária ou o “Potter Waltz”. Apesar de que certas músicas só conseguem trazer um certo embaraço, como o caso do rock em “Do the Hippogriff”.

Fica a sobrar somente Nicholas Hooper e o seu trabalho nos filmes 5 e 6 da saga. Estes são de facto os dois filmes que considero que a banda sonora está menos presente e menos aliciante. A optar por uma sonoridade mais sóbria e, em alguns momentos, fúnebre, Hooper tentou criar peças que melhor se ajustassem ao mood dos filmes e não como peças que se poderiam escutar fora da película. 

Agora a grande questão é: qual das bandas sonoras feitas por Hooper é a pior? A resposta, no entanto, é bastante óbvia, sendo que a banda sonora de “O Príncipe Misterioso” chegou a ser nomeada para um Grammy e tem uma das peças mais comoventes de toda a saga com a “Dumbledore´s Farewell”

Resta somente “A Ordem da Fénix” – uma banda sonora com bons momentos dentro dela, mas que nunca chega a captar a magia de todo o universo nem a fazer nada que se destaque sobremaneira relativamente às outras. Apesar de momentos interessantes como “Fireworks” ou “The Ministry of Magic”, a música neste filme adopta um tom muito pesado e sinistro, perdendo toda a sua força e sem ter grande destaque no panorama geral da saga.

Porém, isto é somente a minha opinião. Claro que cada filme de “Harry Potter” terá um impacto diferente para cada fã e, subsequentemente, a banda sonora de determinado filme também terá um lugar especial no coração de cada potterhead. Cada entrada tens os seus momentos divinais e basta ouvirmos uma simples nota, no momento certo, no lugar certo, para nos encher o coração e irmos voltarmos certeiros para os corredores de Hogwarts.

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