Modern Love – Temporada 2: Novas histórias de amor para derreter os nossos corações

Modern Love regressa à Amazon Prime com a sua segunda temporada no dia 13 de agosto com novas histórias de amor para derreter os nossos corações.

Para quem ficou fã dos romances que a primeira temporada de Modern Love nos trouxe, então sem dúvida que se vai render à segunda. Se na primeira, tivemos algumas histórias de amor a decorrer no frenetismo de Nova Iorque, desta vez houve espaço para explorar outros cenários (mais calmos, sem dúvida), o que trouxe outra dinâmica à série juntamente com algumas surpresas.

Com oito episódios novamente, e sendo uma série antológica, deparamo-nos sempre com aquela sensação de que, se o episódio for realmente bom, vamos querer saber mais e ficamos só com a nossa imaginação a pensar no que pode ter sido o final feliz das personagens que vemos. E claro, dependendo da pessoa que está a ver a série, haverá episódios com que se identificam mais do que outros.

O meu top 4 de episódios, curiosamente, foram os 4 primeiros:

1- On a Serpentine Road, With the Top Down

Uma história comovente e muito fácil de qualquer um de nós se identificar com ela, tendo em conta que acompanhamos Stephanie que se depara com a realidade de que tem de vender o seu carro vintage, que pertencia ao seu falecido marido. Embora retrate esta separação do carro que pertencia a alguém especial para ela, representa também o processo angustiante que pode ser deixarmos ir as memórias ligadas ao mesmo, porque nos fazem lembrar da pessoa e tudo o que se vivenciou. Achei um episódio bastante emocional e que até deu para eu derramar uma lágrima na parte final especialmente com a representação da Minnie Driver.

E que paisagens lindíssimas que observamos enquanto vamos numa bela viagem de carro!

2- The Night Girl Finds a Day

Eu sou uma eterna romântica e, como tal, gostei muito da narrativa deste episódio. Fala sobre como nem sempre é fácil adaptarmo-nos à rotina de outra pessoa, especialmente num caso em que quando um está acordado, o outro está a dormir. É um episódio que, a meu ver, evolui bem, com dois personagens a conhecerem-se num restaurante, a passar pelos momentos em que vão em encontros até ao momento em que os começamos a ver a perceber o impacto na relação deles devido a Zoe ter um síndrome que faz com que a sua vida seja vivida sob a Lua e a de Jordan sob o Sol, e de que maneira é que eles vão conciliar isso para levarem uma vida em conjunto.

É quase como viver num fuso horário totalmente diferente na mesma cidade e eles vão ter de perceber até que ponto gostam um do outro para poderem continuar a poder ver-se sem um e outro ficarem extremamente cansados.  Um dos meus preferidos, sem dúvida pela simplicidade, por termos cenários lindíssimos de noite no meio da tranquilidade, assim como de dia, no meio do frenetismo.

3 – Strangers on a Train

Dois estranhos conhecem-se num comboio (e um deles é só o Jon Snow, big deal), e conectam-se de tal maneira que sentem que não precisam de trocar números de telefone em pleno século XXI porque combinam um encontro no mesmo sítio, duas semanas depois. O que podia ter sido algo bastante romântico, acabou por correr tudo ao contrário, não fosse o episódio acontecer a março de 2020 com uma pandemia a surgir e a fechar a Irlanda.

Contudo, da maneira como este episódio termina, foi o que me deu mais asas para a imaginação. Queria conhecer mais destes dois estranhos, saber como seria o seu segundo encontro e o que fluiria dali para a frente. Gostei muito da dinâmica da Lucy Boynton  e do Kit Harrington e sinto que este episódio facilmente teria uma parte 2 que me ia deixar agarrada ao ecrã.

4- A Life Plan for Two, Followed by One

Dois melhores amigos de infância e muitas coisas que vão acontecendo com sentimentos a serem reprimidos do lado dela, que acha que eles foram feitos para estar juntos. Com o passar dos anos, Lily torna-se comediante e acabam por se reencontrar. Os dois jovens atores, Dominique Fishback e Isaac Powell, acabam por nos entregar uma boa conexão de dois amigos inseparáveis e que no fim, mesmo passados tantos anos, continuam a nutrir o mesmo sentimento de amizade um pelo outro acima de qualquer outro sentimento que tenham. O poder de encontrar alguém especial na nossa vida que seja só um grande amigo.

Se nos primeiros episódios tínhamos histórias de amor ditas tradicionais, nos outros quatro episódios continuou-se a desenvolver a temática mas englobando alguns temas que merecem ser falados.

5- Am I…? Maybe this Quiz Will Tell Me

No quarto episódio, acompanhamos o despertar da sexualidade de uma adolescente que confia nos testes de BuzzFeed para confirmar que a atração que sente por uma rapariga da escola significa que ela é homossexual. Foi um dos episódios que sinto que ficou aquém do potencial que tinha.

6- In the Waiting Room of Estranged Spouses

Anna Paquin marca também presença na série ao lado de Garrett Hedlund, mostrando-nos como dois estranhos acabam por desenvolver uma conexão depois dos seus companheiros os traírem (o marido de Isabelle com a mulher de Spence). A par e passo, vemos como é que Spence vai lidando com alguns momentos de stress pós traumático da guerra de modo a que não se torne em algo maior e impeditivo para a sua vida. Existiu uma ligação e uma química bonita entre os dois que acho que foi o ponto forte deste episódio.

7 – How do You Remember Me?

Eu nem desgostei do episódio 7 porque também nos dá muito que imaginar. Dois rapazes cruzam-se, ambos acompanhados por outras pessoas, e lembram-se da única noite em que estiveram juntos. mas será que se lembram da noite da mesma forma? Isto tudo acontece ao longo de uma rua, em que vão andando e nós vamos assistindo a flashbacks. Acho que a montagem e edição ficaram bem diferentes dos restantes episódios de Modern Love e isso acabou por me interessar ainda mais e tornar o episódio muito mais dinâmico.

Para além de que aquela troca de olhares intensa ao longo da rua é a prova de que nem é preciso diálogo para percebermos o que as nossas personagens estão a sentir.

8- Second Embrace With Hearts and Eyes Open

Não sinto que este tenha sido um bom episódio para terminar a segunda temporada e nada teve a ver com as excelentes performances de Sophie Okonedo e Tobias Menzies que representam um casal divorciado. Eles decidem dar mais uma oportunidade ao casamento, depois de receberem um diagnóstico médico que mudar a sua vida. Embora o episódio seja emocional, porque não só é algo que está presente na vida de várias pessoas, infelizmente, assim como porque conseguimos imaginar a perda de uma pessoa que amamos, em momento algum temos um clímax ou um final que nos deixe investidos para algo mais.

É verdade que esta segunda temporada conseguiu respirar melhor de toda a agitação da primeira. Houve episódios que me marcaram muito em ambas e não consigo decidir se uma foi melhor do que a outra, contudo acho que esta temporada tinha potencial em alguns episódios e acabou por não conseguir desenvolver as histórias da melhor forma, embora as performances do elenco se mantenham sólidas.

[penci review]

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