In the Heights: Herança Latina e Sonhos ao Ritmo da Música

© 2019 Warner Bros. Entertainment Inc. All Rights Reserved.

Um cafecito caliente, muita música e boa vibe – é aquilo que podemos esperar do mais recente musical de Lin-Manuel Miranda (criador do tão bem sucedido Hamilton), realizado por Jon M. Chu (Crazy Rich Asians). Centrado na história de Usnavi e de toda a sua comunidade em Washington Heights, este é o musical que promete colocar todos os espectadores com vontade de tirar os pés do chão, dançar e sonhar bem alto. 

Tendo como cenário o bairro de Washington Heights, em Nova Iorque,  a história acompanha Usnavi de la Vega (Anthony Ramos), proprietário de uma bodega cujo sonho é regressar à República Dominicana, e é apoiado pela avó Claudia (Olga Merediz) – a abuelita adorada do bairro inteiro que tudo faz pela sua comunidade, e compra sempre o seu bilhete de lotaria, com o sonho de um dia ganhar.

O melhor amigo de Usnavi, Benny (Corey Hawkins), trabalha na companhia de despachos local gerida por Kevin Rosario (Jimmy Smiths), pai de Nina (Leslie Grace), que acaba de regressar de Stanford e não está propriamente ansiosa por contar as novidades da sua vida na California à comunidade.  Entretanto acompanhamos também Vanessa (Melissa Barrera), o interesse amoroso de Usnavi e uma ambiciosa aspirante a designer de moda, que acredita que para ter a sua grande oportunidade tem de se mudar para a baixa da cidade. Todo o musical ocorre durante uma onda de calor em pleno Verão, enquanto cada uma das personagens equaciona os próximos grandes passos das suas vidas, e o que essas decisões simbolizam para o seu futuro.

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É importante começar por ressalvar aqui a ode magnífica que In the Heights representa para a comunidade latina, e para o sentimento de comunidade no geral. O cenário nova iorquino, o próprio bairro, é estupendamente utilizado em todas as suas vertentes, tornando Washington Heights não só num título ou numa localização, mas numa personagem adicional. O bairro representa tudo, a identidade daquelas pessoas, a cultura, e, acima de tudo – a sua união. Aqui, temos todos os ingredientes para juntar alguma música, e animação, que acabam por ser perfeitamente integradas no filme, nas cenas, e no espaço circundante sem parecer excessivo ao ponto de nos distrair do foco principal da história.

A história, a par com a música e o ritmo trazem ao de cima emoções variadíssimas nos espectadores, desde de sorrisos até lágrimas, com o filme a equilibrar perfeitamente os altos e baixos das personagens – e também do público. Estamos perante um filme profundamente sentimental, agarrado às raízes culturais e aos sonhos, sendo as personagens e a sua relação com el barrio o factor chave que confere a In The Heigths este poder. Todo o filme é uma onda de energia, que cativa desde a primeira cena. A somar a isto, é visualmente espectacular, colorido, com design de produção e também figurinos detalhados e capazes de transmitir a energia de Washington Heights.

No seu todo, Ao Ritmo de Washington Heights é uma história apaixonante e comovente, fortemente assente no sentido de família e de comunidade. Ajudado por personagens cativantes e o cenário ideal para integrar tudo isto, é um filme que dificilmente vai passar despercebido.

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