All Quiet on the Western Front – Crítica Filme

A nova grande aposta da Netflix reside em “All Quiet on the Western Front”, uma re-adaptação do livro de Erich Maria Remarque.

Tal como o filme de 1930, esta nova versão realizada por Edward Berger leva-nos pelas trincheiras perigosas e lamacentas da Primeira Guerra Mundial ao oferecer o ponto de vista de Paul Baumer, um jovem soldado em que vê a sua vida e a dos seus amigos virar um completo inferno. Tudo isto a ser entrecortado com momentos de negociação de fim da guerra, levados a cabo pelo soberbo Daniel Bruhl, que podem vir a ser concluídos tarde de mais.

Ao contrário do livro e da primeira adaptação ao cinema, este “All Quiet on the Western Front” passa-se maioritariamente nos momentos aterrorizantes da guerra. Acompanhado por um fotografia soberba e uma banda-sonora minimalista mas repleta de sentimento, Nem os momentos de esperança e felicidade não deixam de ter uma camada de tristeza.

© Reiner Bajo

Este é um filme duro, injusto e violento, ao mesmo tempo que é belo, cativante e envolvente com a sua componente estética e de performances. Tudo isto fazendo o trabalho de nunca glorificar a guerra e mostrar sempre que é o pior que a Humanidade já ofereceu.

Apesar de uma edição às vezes uniforme e que poderia ter sido ligeiramente limada, “All Quiet on the Western Front” é um filme espectacular, que demonstra como se pode fazer uma adaptação fiel às suas origens empregando o que de melhor a tecnologia do séculos XXI pode oferecer para o cinema.

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