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E assim foi a cerimónia dos 90 anos dos Óscares

A madrugada de domingo marcou os 90 anos dos Óscares, a cerimónia mais importante do cinema. Jimmy Kimmel foi o apresentador pela segunda vez consecutiva.

Como todos os anos, a cerimónia é aberta com um monólogo por parte do apresentar. Jimmy Kimmel em 11 minutos agarrou logo o touro pelos cornos, como diz a expressão e cobriu todas as frentes mais mediáticas de Hollywood.

O movimento #MeToo e #TimesUp foram mencionados tendo em conta que estão na ordem do dia e foram tecidos elogios à estátua do Óscar porque “mantém as mãos à vista, não diz uma palavra feia e, mais importante, não tem pénis”. Kimmel brincou ainda cautelosamente quando comentou que “Se conseguirmos trabalhar juntos para acabar com o assédio sexual no local de trabalho, as mulheres só terão de lidar com o assédio o tempo todo e em todos os lugares aonde vão.”

Um pedido também foi logo feito – “Esta noite, se ouvirem o vosso nome… não se levantem logo. Dêem-nos um minuto” – para evitar que a situação na categoria de Melhor Filme da edição de 2017 voltasse a acontecer.

Mas como aquela noite era “história a acontecer”, a cerimónia prosseguiu com a promessa de que o discurso mais curto da noite levava um jet ski para casa!

Sam Rockwell foi o primeiro vencedor da noite na categoria de Melhor Ator Secundário em Three Billboards Outside Ebbing, Missouri e Allison Janney foi considerada a Melhor Atriz Secundária em I, Tonya. Foi para ambos a primeira nomeação e, como tal, o primeiro Óscar.

“A Hora Mais Negra” e Phantom Thread levaram o Óscar de Melhor Caraterização e Melhor Guarda-Roupa respetivamente. O Melhor Documentário acabou por ir para Icarus, que conta a história de um ciclista amador envolvido num escândalo de dopping.

Dunkirk conquistou os dois Óscares referentes ao SomMelhor Edição de Som e Melhor Mistura de Som – e ainda Melhor Edição. The Shape of Water levou para casa o seu primeiro Óscar da noite de Melhor Direção Artística.

Ainda houve tempo para o momento mais descontraído da noite com a surpresa feita à audiência que assistia à antestreia de A Wrinkle in Time com algumas das celebridades. Estes 90 anos foram marcados com o agradecimento a todas as pessoas que se deslocam ao cinema para ver filmes.

O atleta Kobe Bryant subiu a palco com Glen Keane para receber o Óscar de Melhor Curta Metragem de Animação com Dear Basketball. Blade Runner 2049 conseguiu ainda receber as estatuetas de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Fotografia, dando finalmente o Óscar a Roger A. Deakins, que já tinha sido nomeado 13 vezes.

O Melhor Documentário (Curta-Metragem) foi para Heaven is a Traffic Jam on the 405 e a Melhor Curta-Metragem foi para The Silent Child, que retrata a história de uma criança nascida num “mundo de silêncio”, como Rachel Shenton o descreve. O discurso foi emotivo e feito em língua gestual, como prometido à protagonista de seis anos da curta.

No Melhor Argumento Adaptado, Call Me By Your Name leva o seu único Óscar para casa com James Ivory que se tornou a pessoa mais velha a ser galardoada, recorde que antes pertencia a Ennio Morricone que recebeu aos 87 anos o Óscar de Melhor Banda Sonora pelo filme “Os Oito Odiados”.

O Melhor Argumento Original foi para Jordan Peele e o seu Get Out, que parou de escrever umas vinte vezes por achar que era impossível e que ninguém ia pegar nele, como disse no discurso, mas com esta conquista tornou-se o primeiro negro a receber este Óscar.

Entre estes prémios, pudemos ver Rita Moreno a usar o mesmo vestido que usou nos Óscares de 1962, quando ganhou a estatueta por West Side Story e vimos memes de Jennifer Garner ou até mesmo de Meryl Streep e o seu vestido a serem comparados com a Fada Madrinha do Shrek na Internet.

Tivemos o prazer de assistir a atuações poderosas de Mary J. Blige com “Mighty River” do filme Mudbound; Andra Day e Common com “Stand up for Something” do filme Marshall; Gael Garcia Bernal, Natalie Lafourcade e Miguel com “Remember Me” de Coco; Sufjan Stevens e a sua lindíssima “Mystery of Love” do filme Call Me By Your Name; e finalmente Keala Settle a deixar um pulmão em palco com “This is Me” do filme The Greatest Showman.

A América Latina esteve sem dúvida na berra nesta edição: o Chile levou para casa o Melhor Filme Estrangeiro com “Uma Mulher Fantástica” e o México levou os Óscares de Melhor Filme de Animação com “Coco” e a Melhor Canção Original, “Remember Me” de Coco e ainda Melhor Realizador com Guillermo del Toro.

Como previsto, Gary Oldman levou para casa o Óscar de Melhor Ator Principal com o seu Churchill em Darkest Hour e Frances McDormand o de Melhor Atriz Principal com Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, fazendo com que o seu discurso se tornasse um dos mais irreverentes da noite ao pousar a estatueta no chão, pedindo que todas as mulheres nomeadas se levantassem da cadeira.

The Shape of Water levou ainda os Óscares de Melhor Banda Sonora por Alexandre Desplat e o Óscar mais aguardado da noite, o de Melhor Filme, vencendo assim 4 estatuetas das 13 nomeações que tinha. Guillermo Del Toro verificou o envelope que foi, novamente, anunciado por Faye Dunaway e Warren Beatty e Jimmy Kimmel encerrou a cerimónia com a sua piada inicial sobre o filme – “Vamos sempre lembrar este ano como aquele em que os homens fizeram tanta porcaria, que as mulheres começaram a namorar com peixes”.

Também podem ler este artigo em www.cinemaplanet.pt

The Golden Take

The author The Golden Take

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