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Neste drama histórico, a realizadora Josie Rourke faz a sua estreia no grande ecrã nesta adaptação da biografia de Mary Queen of Scots (Maria, Rainha dos Escoceses), com Saoirse Ronan e Margot Robbie nos principais papéis.

A acção do filme decorre no século XVI, quando Mary Stuart (Saoirse Ronan) regressa de França, país onde cresceu sobre a alçada da igreja católica, para Escócia, onde é a herdeira do trono por direito de nascença. Aqui, ela irá defrontar a Rainha Elizabeth I (Margot Robbie), sua prima e Rainha de Inglaterra, pelo domínio de todo o território.

Assim começa uma demanda de jogos políticos e interesses pessoais, uniões e rebeliões, estratégias e impulsos individuais que durou décadas e marcou a história de Escócia, sendo que os seus efeitos são ainda evidentes nos dias de hoje.

O grande destaque deste Mary Queen of Scots vai mesmo para as performances que encabeçam o filme. Saoirse Ronan volta a dar cartas com uma calculista e jovem Mary Stuart, mostrando que as suas 3 nomeações para os Óscares não foi uma mera fase.

No outro espectro temos Margot Robbie, mostra uma nova faceta com a sua Rainha Elizabeth I, que lhe valeu a nomeação para os BAFTA na categoria de Melhor Actriz Secundária. Retira-se do holofote de beleza e sensualidade para nos dar uma performance fria e sincera de uma mulher que sofre e viu sofrer.

Na cadeira de realização, Josie Rourke faz um trabalho competente, tal como o argumentista Beau Willimon. Ambos conseguem desembaraçar-se do peso de contar uma história que decorreu no espaço de vários anos em apenas 2 horas, de uma forma lógica e coerente, sem alienar o espectador que não tem conhecimento aprofundado sobre esta época.

O grande problema do filme reside nas voltas e reviravoltas que o enredo dá. A complicação de se contar esta história reside no facto da mesma girar sempre em torno de estratégias políticas, revoltas e uniões. De modo a poder dar um compasso firme e uma estrutura coerente, Mary Queen of Scots torna-se ligeiramente redundante no seu desenvolvimento. Com um início promissor e cativante, o enredo vai perdendo a sua potência à medida que certos acontecimentos se vão repetindo e pouco ou nada se altera até ao último momento.

Esta própria repetição é evidenciada pela banda-sonora a cargo de Max Ritcher, que, apesar de certos momentos de orquestra elegantes, caí na armadilha de repetir peças ao longo do filme, realçando a redundância do próprio argumento.

No fundo, Mary Queen of Scots é uma excelente história verídica encaixada num filme razoável. Alavancado pelas excelentes performances do plantel principal e de cenários escoceses belíssimos, é uma óptima companhia para aqueles que estão curiosos por conhecer um pouco este rasgo da história escocesa. Para quem não tem esse desejo, provavelmente não existe aqui nada que vos irá agradar sobremaneira.

Review overview

Realização 6.2
Representação 7.1
Argumento 5
Banda Sonora 5.2
Fotografia 6.1

Summary

5.9 Rating

Tags : CinemacríticadramaJosie Rourkemargot robbieMaria rainhas dos escocesesmary queen of scotsSaiorse Ronan
João Borrega

The author João Borrega

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