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fenómeno musical de 2008, “Mamma Mia!” está de volta com “Mamma Mia: Here We Go Again”. Realizado por Ol Parker, o filme tem de tudo: muita cantoria, muito riso mas também muito choro!

Aviso: a seguinte crítica poderá conter spoilers relativamente ao enredo!

É incrível quando paramos para pensar que o primeiro “Mamma Mia!” estreou há 10 anos. Mas a verdade é que ainda hoje sabemos o filme de cor e salteado, e ainda vibramos com os temas dos ABBA que foram cantados na altura.

Mais uma vez, como um refresco numa tarde de Verão bem quente, veio “Mamma Mia: Here We Go Again!”. Ao estilo de “O Padrinho II”, traz-nos uma sequela que ao mesmo tempo é uma prequela.

Sophie (Amanda Seyfried) é mais uma vez a personagem principal da narrativa. Desta vez porque é ela que está à frente do Hotel Bella Donna, que reconstruiu após a morte da mãe, como os trailers já tinham feito adivinhar. Para comemorar a reabertura da antiga Villa Donna, Sophie e o seu padrasto, Sam (Pierce Brosnan), dão uma grande festa de inauguração onde convidam todos.

As duas melhores amigas de Donna, Rosie (Julie Walters) e Tanya (Christine Baranski), são as primeiras a chegar à ilha. Logo aí percebemos que vai ser um filme com um tom mais nostálgico e emotivo. Principalmente a partir do momento em que Rosie não consegue ouvir o nome da amiga sem desatar a chorar.

Sendo Donna uma personagem muito querida desde o primeiro filme, torna-se ainda mais intenso relembrarmos como começou toda a história dela e como é que ela conheceu os três homens que podem ser os pais de Sophie.

Para isso, voltamos atrás uns bons pares de anos, quando Donna Sheridan ao som de “When I Kissed The Teacher” acabou o curso e decidiu ir para a Grécia, onde acreditava estar o seu destino, deixando toda a sua vida para trás.

É de realçar que Lily James, a atriz escolhida para representar a jovem Donna, é perfeita para o papel. Tem energia, é espontânea, canta bem… tem claramente todo o espírito aventureiro que imaginávamos numa Donna com menos 20 anos.

Acho que é justo dizer que ela rouba completamente toda a atenção para ela, o que não é mau, visto que o filme gira à volta da sua personagem. Mas é impressionante a maneira como ela canta e nos encanta e ficamos a querer ainda mais cenas com ela!

Mas há que falar também de Alexa Davies e Jessica Keenan Wynn que representam impecavelmente Rosie e Tanya mais novas, respetivamente. Não só fisicamente mas também na atitude, elas são realmente parecidas com as atrizes Christine Baranski e Julie Walters. E, sem dúvida, que os momentos entre as jovens Donna e as Dynamos são dos mais cómicos do filme.

Foi em Paris que começou a jornada de Donna, quando conheceu Harry (Hugh Skinner) que em pleno jantar se declara e lhe dedica o “Waterloo” e, mais tarde, perde a virgindade com ela. Escusado será dizer que depois vai atrás dela para a ilha, mas sai desiludido.

Não é o que canta melhor dos três romances de Donna, mas rendemo-nos à inocência e fofura dele quando se sai com o facto de dizer que ela vai ser a primeira e a última mulher que ele já amou.

E é realmente a caminho da Grécia que ela conhece Bill (Josh Dylan) por ser ele o único que tem um barco e como tal, leva-a até à ilha. Pelo caminho, tenta-a seduzir ao som de “Why Did It Have to Be Me”. Ainda ajudam um casal de latinos, Apolonia e Alexio, a reunirem-se numa cena super divertida. Mas não é logo aqui que os dois loiraços estão juntos fisicamente (embora não houvesse falta de tentativas).

O Bill mais novo é bem parecido e tem um certo charme que nos faz perceber porque é que Donna se rendeu a ele. E ainda é o que canta melhor. Até a melhor amiga dela, Rosie, ficou encantada com ele (e já sabemos o desfecho destes dois também!).

Chegada à Grécia, e maravilhada com o que vê, Donna parte à descoberta e descobre o edifício abandonado (que se viria a tornar o Villa Donna). É no meio de uma tempestade que conhece Sam (Jerermy Irvine) que a ajuda a salvar um cavalo. Começa a história de amor destes dois, até que ela lhe diz que quer que ele fique com ele.

Mas ele tem outros compromissos e abandona-a por estar noivo de outra rapariga… Cujo final é só heartbreaking ao som de “Knowing me, Knowing you”.

Embora no filme original não seja esta a ordem que está escrita no diário, foi fantástico ver as versões mais novas de Pierce Brosnan, Stellan Skarsgard e Colin Firth e como lhes fizeram jus. Para além de que as cenas entre Donna e cada um deles foram divertidas, espontâneas e quanto basta sedutoras. Tal como o amor jovem deve ser.

Sozinha no meio da ilha, Donna descobre que está grávida de Sophie, mas esta história nós já a conhecemos.

Vai havendo sempre um bom equilíbrio entre a história de Sophie no presente e o passado de Donna. Dá para perceber como é que as acções de Donna quando era jovem tiveram impacto na vida de Sophie e dos seus amigos e amantes.

Mas como a expressão diz, temos de falar do elefante na sala, a aparição de Cher no fim do filme. Ela faz de avó de Sophie, ou seja, de mãe de Donna. Claro que é maravilhoso ouvir Cher a cantar um clássico dos ABBA, “Fernando”, com o Senhor Cienfuegos (que é o gerente do novo hotel) enquanto relembram as aventuras amorosas que tiveram quando eram novos.

É bonito sim senhor. Se acrescenta algo? Não, não acrescenta. Para além do facto que teoricamente no primeiro filme, há uma referência à morte da mãe de Donna.

Bonita é realmente a cena final, ao som de “My Love, My Life”, quando temos Meryl Streep a aparecer. É o momento em que podem abrir as torneiras dos olhos porque é impossível não chorar nesta cena por ser tão intíma e comovente.

Claro que se sentiu a falta de Meryl Streep ao longo do filme. Mas já sabiamos que ela sempre disse que não fazia sequelas e como tal, cumpriu com as suas palavras.

Tivemos pena e embora se tenha sentido uma quebra por ela não aparecer como personagem principal, acho que esse acontecimento trouxe um outro lado à narrativa que embora mais calmo e melancólico, não estragou em nada a longa-metragem – e ainda deu oportunidade para Lily James provar o seu valor.

Se formos a ver bem, o filme serve o seu propósito. Ser um fenómeno musical mais uma vez e ser um filme que entretém os seus espetadores. É inevitável ir para o filme e não cantarolar as músicas mais conhecidas e não ficar rendido com outras novas como “Andante, Andante”, “One of Us” ou “Angel Eyes”.

É visualmente bonito (graças à direção de fotografia).  As coreografias não são complexas mas dão vida aos clássicos e as performances não há nada que lhes apontar. Para animar o Verão, não há melhor do que isto, e também graças à realização de Ol Parker, sentimos que estamos ali no meio do azul do oceano da Grécia a respirar ar fresco.

Se fosse uma festa de Verão, de certeza que marcaria presença!

Também disponível em Cinema Pla’net

Review overview

Representação 7.5
Realização 7
Argumento 5.7
Banda Sonora 7.5
Fotografia 6.5

Summary

6.8 Rating

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The Golden Take

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